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Assembleia na Capital põe fim à greve dos professores

Da Redação
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Iniciada em 22 de abril, a greve deflagrada pelos professores da rede estadual foi encerrada ontem, após um acordo feito entre a categoria e a Secretaria de Estado da Educação. A decisão saiu em assembleia realizada à tarde na Capital, que registrou confronto entre a polícia e manifestantes.

Segundo a coordenadora da subsede da Apeoesp (sindicato dos professores estaduais) em Bauru, Idenilde Almeida Conceição, o secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald, em reunião com a categoria ontem de manhã, aceitou a proposta do sindicato e vai limitar o período que os professores temporários ficam parados após iniciar em um novo contrato anual de trabalho.

“Nossa proposta era da quarentena, que o período fosse de 40 dias, e foi aceita. Antes o período era de 200 dias e já havíamos conseguido reverter para 40 dias também. Agora, com o fim de contrato, em meados de fevereiro o professor poderá voltar à sala de aula”, explicou.

Ainda segundo Idenilde, o secretário se comprometeu a discutir sobre a reposição salarial da categoria no segundo semestre deste ano. Outro ponto discutido na reunião foi o desconto dos dias parados. “O professor vai poder repor os dias parados e, com isso, não terá descontos”, afirmou.

Durante os últimos dias, a greve dos professores perdeu força. Segundo Idenilde, em Bauru e região o índice de paralisação não chegava nem a 1% ontem. “Não havia mais condições de manter o movimento, porém continuamos em estado de alerta”, completou.

Entre as reivindicações da categoria estão o aumento salarial de 36,74% e a implementação de uma lei nacional, que prevê que 33% da jornada de trabalho dos professores seja destinada à preparação de aulas e à formação continuada.

Aceno do governo

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação informou que o secretário Herman Voorwald recebeu novamente representantes da entidade e reafirmou a eles que acompanhará, no próximo semestre, o comportamento da economia para avaliar com o governo do Estado a possibilidade de mais avanços na política de valorização dos profissionais da Educação.

“Cabe salientar que a partir de julho os docentes da rede estadual terão 8,1% de acréscimo nos salários, caso a Assembleia Legislativa aprove projeto de lei complementar encaminhado pelo governo do Estado no dia 17 de abril. A iniciativa, que amplia a política salarial estabelecida no primeiro ano da atual gestão, elevará em 45,1% os ganhos da categoria entre 2011 e 2014”.

Ainda segundo o governo, os professores da rede estadual paulista, que já ganham 33,3% mais que o piso nacional vigente, passarão a ter, a partir de julho, uma remuneração 44,1% maior que o vencimento mínimo estabelecido em decorrência da Lei Nacional do Piso Salarial Magistério Público.

“Por fim, cabe informar que dados parciais dos períodos da manhã e da tarde desta sexta-feira apontam que o registro de faltas teve oscilação de somente 1,9% do total de docentes em relação à média diária de ausências de aproximadamente 5%. A exemplo das últimas três semanas, as aulas foram ministradas regularmente nas escolas graças ao comprometimento da grande maioria dos professores da rede estadual de ensino, que tem demonstrado seu empenho por um ensino de qualidade e sua confiança no trabalho da secretaria”, conclui.

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