Polícia

Caso Jorginho: ex-PMs são absolvidos dos crimes de homicídio e fraude processual

Da Redação JCNet
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Três ex-policiais militares foram absolvidos das acusações de homicídio e de fraude processual no Caso Jorginho no início da noite desta quarta-feira (15). A decisão revoltou a família do mecânico morto em 2007 após furar bloqueio policial.

No julgamento, que começou nesta terça-feira (14), os ex-pms Lincoln Cesar Cares, Renato Valderramas De Favari e Ricardo Antônio do Amaral eram acusados de terem assassinado o mecânico Jorge Luiz Lourenço, 22, o Jorginho. Mais rápido do que o esperado após a dispensa de várias testemunhas, os réus foram interrogados ontem. Além deles, foram ouvidas oito testemunhas de defesa. Entre elas, o perito que realizou a reconstituição.

Na versão dos  PMs, os policiais perseguiram Jorginho até a entrada de um terreno baldio na região do Mary Dota, quando pararam de ouvir o barulho da moto do mecânico.

Com isso, Lincoln e Ricardo Amaral desembarcaram da viatura, que era guiada por Renato De Favari, e começaram a procurar o jovem.

Segundo o ex-cabo Lincoln, ele foi pela esquerda enquanto seu parceiro foi pela direita. Já Favari ficou em um local mais alto. Foi quando viram “lampejos” de disparos em direção a eles - e atiraram.

“Chegamos perto e vimos o jovem caído. Peguei a arma dele e coloquei na minha cintura. Ele estava com a respiração ofegante. Percebemos que ele havia sido atingido e eu acionei o De Favari para vir com a viatura”, conta Lincoln.

O ex-policial, que tinha 17 anos de corporação, alega ter realizado quatro disparos com seu revólver 38, sendo que um deles “picotou”.

Renato Valderramas De Favari e Ricardo Amaral relataram ter disparado, cada um, três vezes na direção de Jorginho - e em estrito cumprimento do dever.

Ambos confirmaram a mesma história de Lincoln, narrando detalhes desde o momento em que a viatura cruzou com Jorginho na Nuno de Assis com a Nações Unidas.

Um dos pontos debatidos foi em relação a uma possível adulteração do capacete da vítima. Ricardo, que foi policial por oito anos, afirma que, assim que viu Jorginho no chão, tirou o equipamento de Jorginho e jogou de lado, não tendo mais contato com o objeto. Testemunhas afirmaram que ele fora apresentado na delegacia por um perito.

O ex-soldado Renato De Favari confirmou que eles realizaram o socorro de Jorginho ao Pronto-Socorro Central. Contudo, o motorista foi questionado por ter, ainda no hospital, lavado a viatura. “O sangue iria penetrar no carpete. Por isso, usei luvas, uma vassoura e uma substância que espumava para lavar a viatura”.

Leia a notícia completa na edição impressa do JC nesta quinta-feira.

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