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Copa-Confederações: caos gerado por chuva no Recife preocupa governo

Folhapress
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A chuva que parou o Recife nesta sexta-feira (17) revelou os graves problemas de mobilidade que a cidade enfrenta a poucos dias do início da Copa das Confederações, o que preocupou autoridades.


As principais ruas e avenidas alagaram. Congestionamentos quilométricos se formaram, sem que houvesse solução imediata para o caos que tomou conta da capital pernambucana.


Os problemas também atingiram as chamadas "pistas protocolares", uma rede de 38 vias consideradas prioritárias pela Fifa para o deslocamento das delegações e dos grupos diretamente ligados à competição.


Apontada pela entidade como o principal corredor de ligação entre a rede hoteleira e o estádio, a avenida Recife sofreu com enchentes e congestionamentos durante a chuva.


Apenas o campo de jogo, o entorno do estádio e a rodovia BR-408 não foram afetados pela chuva. O gramado resistiu e nenhuma poça se formou no campo.


"Foi como um teste para a arena", disse o secretário especial da Copa de Pernambuco, Ricardo Leitão. "As instalações e o sistema viário no entorno nada sofreram."


"Mas, evidentemente, haverá necessidade de avaliarmos com cuidado a área urbana, priorizando as áreas recomendadas pela Fifa", completou Leitão.


O secretário considerou a chuva de sexta-feira "excepcional" e disse acreditar que isso não se repetirá nos jogos da copa. "É claro que ninguém está livre de outra tempestade, mas estatisticamente isso seria difícil", declarou.


A Prefeitura do Recife anunciou hoje que iniciará em 90 dias obras para reduzir os impactos das chuvas em quatro pontos considerados críticos para alagamentos.


Para a Copa das Confederações, medidas paliativas deverão ser tomadas, como a instalação de bombas de drenagem nos trechos considerados prioritários pela Fifa.

 

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