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Sem pagamento, vigilantes do Ceasa/Ceagesp fazem paralisação


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Os vigilantes que trabalham no Ceasa/Ceagesp fizeram uma paralisação das atividades ontem para protestar contra a falta de pagamento. O salário está atrasado há um mês e dez dias, segundo eles. O serviço de vigilância do Ceagesp é terceirizado, com contrato com a empresa BR5 Brasil de Vigilância.

Em Bauru, os quatro funcionários reclamam do atraso no pagamento, das férias atrasadas e dos uniformes irregulares. O diretor regional do Sindicato dos Vigilantes, Benedito Pires, disse que foi feita uma manifestação e que a paralisação só acabará quando o pagamento do salário for efetuado.

A empresa foi procurada pela reportagem do JC e o responsável pela área de recursos humanos, Giovani Sampaio, disse que a paralisação foi informada aos diretores da empresa, mas o pagamento não pôde ser feito. Ele afirmou que a empresa tentará regularizar os pagamentos ainda esta semana.

Segundo Pires, o Ministério Público (MP) deverá ser acionado. A empresa BR5 tem contrato de vigilância com o Ceasa/Ceagesp há dois anos, e nos últimos meses tem atrasado o pagamento de salários.

MPF

No último dia 13, 12 vigilantes do Ministério Público Federal (MPF) também paralisaram as atividades. Eles são contratados pela empresa terceirizada Grupo Araújo e Cia. e protestavam contra um atraso salarial de 35 dias e a falta do pagamento de benefícios referentes ao mês de abril, como cesta básica, vale-transporte e tíquete alimentação.

“Durante a paralisação, a empresa em questão efetuou o pagamento e os funcionários colocaram fim à manifestação, mas os benefícios ainda não foram pagos. Na mesma semana, o Grupo Araújo & Cia. entregou o aviso de demissão e disse que substituiria todos os vigilantes, mas voltou atrás, após o sindicato e os funcionários fazerem outra manifestação e realizarem uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho contra a empresa”, disse Benedito.

O procurador do trabalho Luiz Henrique Rafael afirmou que foi feita uma audiência no último dia 17 com o Grupo Araújo e o sindicato, mas nenhum representante da empresa compareceu. O promotor deve mover uma ação civil pública contra a empresa. Rafael disse que a empresa terceirizada também tem contrato com órgãos públicos e está atrasado há um mês com os salários dos vigilantes do Hospital Estadual, Samesp, Emdurb, Receita Federal e Ministério Público Federal.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) poderá entrar com um pedido para que os bens da empresa sejam bloqueados. A empresa também tem um processo, pois não recolhe o valor do INSS, segundo Rafael.

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