Um tratamento elegante, de sonoridade acústica, com repertório diverso. No show de Blubell & Black Tie, é possível ouvir um rock clássico do The Who, um standard de Cole Porter, um hino de Edith Piaf, uma balada de Michael Jackson e até um samba de Nelson Cavaquinho. Tudo isso com harmonias e melodias bem desenhadas e sofisticadas. O grupo promete surpreender com show marcado para as 23h deste sábado, no Parque Vitória Régia. O evento integra a Virada Cultural Paulista.
Para o show em Bauru, a cantora Blubell e o trio Black Tie (formado por Mario Manga, Fábio Tagliaferri e Swami Jr.) vão mostrar as músicas de seu mais novo disco, recentemente lançado pela Borandá. “Yokahoma Girl” (Ignacio Zatz e Louis Chilson), “My Generation” (Pete Townshend), “Blue” (Blubell), “Love for Sale” (Cole Porter), “It’s Oh So Quiet” (Hans Lang e Bert Reisfield), “Ben” (Walter Scharf e Don Black), “Billy” (Joe Goddwin, James Kendis e Herman Paley), “Here” (Fabio Tagliaferri e Rodrigo Rodrigues), “La Vie En Rose” (Edith Piaf e Louiguy), “Long Long Long” (George Harrison), “Those Were the Days” (Gene Raskin) e “Luz Negra” (Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso) formam o repertório da apresentação.
Estilo próprio
Blubell é o nome artístico da intérprete e compositora paulistana Isabel Garcia. Após iniciar a carreira como integrante de bandas independentes, fazer participações especiais em shows do Funk Como Le Gusta e trabalhar em jingles publicitários, ela estreou em disco em 2007, com Slow Motion Ballet. No entanto, foi no álbum seguinte, Eu Sou Do Tempo Em Que A Gente Se Telefonava (2011), gravado com a colaboração do quarteto de jazz À Deriva, que ela revelou um estilo próprio e mais definido, interpretando apenas canções de sua autoria.
Em 2011, Blubell foi convidada a participar do projeto Arcos na MP, realizado no Sesc Pinheiros e dirigido pelo violista e arranjador Fábio Tagliaferri. Pela primeira vez, cantou acompanhada por Mario Manga, Swami Jr. e pelo próprio Tagliaferri. “Cresci ouvindo esse pessoal, embora não conhecesse o Música Ligeira. Nos demos muito bem e houve uma grande identificação – pessoal e musicalmente”, afirma a cantora.
O Música Ligeira ao qual Blubell se refere é o trio multi-instrumental que, durante a década de 1990, produziu um som ao mesmo tempo requintado e bem humorado. O grupo surgiu a partir da dupla formada por Mario Manga e Rodrigo Rodrigues, que apresentava pequenas esquetes musicais de comédia no programa TV Mix, então dirigido por Fernando Meirelles na TV Gazeta.
E o domingo promete!
Blubell e o trio Black Tie encerram a noite de sábado da Virada em Bauru, no Vitória Régia. Mas, com uma programação que não tem parada, a Virada bauruense 2013 continua no domingo, com grandes atrações. Logo por volta de meia-noite, no palco externo do Parque Vitória Régia, o DJ Ricardo Venturini toca seu remix com vertentes africanas. Por volta das 0h30, Pitty & Martin, do projeto Agridoce, prometem show imperdível, um dos mais esperados da programação.
Na tarde do domingo, às 15h30, é hora de conferir o trabalho de Lirinha, ex-líder do Cordel do Fogo Encantado. Às 17h, o trio Metá Metá é quem comanda o palco. Da união de Juçara Marçal (voz), Thiago França (sax) e Kiko Dinucci (violão) nasceu o grupo, que investe em arranjos econômicos que ressaltam elementos melódicos e signos da música de influência africana no mundo. O Metá Metá já foi reverenciado por publicações internacionais, como o jornal francês Vibrations Music e a revista inglesa Wire.
E, finalmente, a atração internacional fecha a Virada Cultural de Bauru com chave de ouro. Por volta das 18h30, o movimento hip hop vai dar o que falar com o show da cantora Dena (Denitza Todorova). A também compositora búlgara traz sua sonoridade com elementos de pop e do hip-hop. A artista tem um trabalho “solar” (ou “para dançar”), mas se difere de outras artistas do gênero por ter uma visão bem-humorada do próprio trabalho. Seu comportamento “cool” e seu jeito “hipster” soam mais como uma crítica aos clichês do universo da música.