Ciências

Observatório

Alberto Consolaro
| Tempo de leitura: 2 min

Cordão Umbilical

A Anvisa alertou que as células-tronco de cordão umbilical em bancos privados de armazenamento não é um seguro de vida para a criança pois não garante o tratamento da doença no futuro. A cartilha digital com o alerta está no www.anvisa.gov.br. Na rede pública BrasilCord a disponibilidade das células-tronco é para todos. Para Carmino de Souza, presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, a entidade é totalmente contrária aos bancos privados, pois trata-se de propaganda enganosa: se usar as próprias células-tronco da criança que apresentou-se com uma leucemia, estas células também levará à mesma transformação para leucemia um pouco mais tarde: qual seria a vantagem? Em declarações à imprensa: a possibilidade de alguém coletar sangue do cordão e usá-lo é tão remota quanto caírem três aviões no mesmo lugar ao mesmo tempo. Essas células-tronco podem ser usadas no tratamento de doenças hematológicas, mas não precisam ser do mesmo paciente.

 

Moda da cafeína

O FDA, a vigilância sanitária estadunidense, iniciou pesquisas para avaliar os efeitos em crianças e adolescentes de alimentos com adição de cafeína como chicletes, biscoitos, doces, cereais e até água. A Associação Americana de Pediatria não recomenda a cafeína e estimulantes para crianças ficarem mais atentas. Nos adultos, o máximo de cafeína deve ser 420mg/dia ou até cinco xícaras de café. O excesso induz dor de cabeça, ansiedade, arritmia cardíaca ou até infartos. As pílulas de cafeína vendidas no Brasil são “recomendadas” para deixar estudantes, esportistas e motoristas mais acesos quando estiverem sonolentas. As pílulas comercializadas como Sintax e TNT Energy Caps tem cafeína anidra encapsulada e teria um tempo maior de ação do que o próprio café, mas esta explicação é contestada pelos médicos que preferem indicar a estes pacientes algumas horas de sono para voltar à atenção e desempenho normal.

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