Vamos ser claros: Bauru merece mais.
Não é de hoje que a Virada Cultural desperta desconfianças. A edição de 2013 foi emblemática nesse sentido: deixou a desejar ao tímido público receptivo.
A última atração do domingo, cantora búlgara Dena, fez o que sabe em cerca de 30 minutos. Trinta? Foi isso mesmo?
Ok, vamos à noite fria de sábado. A banda Tokyo Savanna foi um dos destaques barulhentos antes da mediana Pitty.
Em Santos, neste mesmo domingo, Gilberto Gil e Jair Rodrigues. Ok.
Em Botucatu, sábado: Almir Sater. Ok.
Não sei onde, Otto... Não sei onde, o cantor da banda da Amy... Ok.
Franca; Titãs.
Em Bauru, Metá Metá (?) no domingo à tarde. Que foi legal, mas...
Os desconhecidos artistas da Virada 2013 em Bauru têm seu valor, só que a organização (digo, o governo estadual) precisa levar em conta outros tipos de apelos, interesses e pulsações.
É bom conhecer o diferente - e também é bom ter acesso gratuito ao que é esperançosamente previsível, como um Lobão e uma Gal Costa - atrações de Jundiaí, cidade do porte de Bauru.
A Virada em Bauru precisa mesclar, ser mais sortida - cadê o samba? Cadê o regional? Cadê o rock nacional setentista? Oitentista? Cadê a MPB?
Abaixo, resumo da programação que rolou na Virada em Bauru. Obrigado, mas...
Sábado, dia 25 de maio:
19h - DJ Ricardo Venturini
21h30 - Tokio Savannah
23h - Bluebel & Black Tie
0h30 - Pitty & Agridoce
Domingo, dia 26 de maio:
15h30 - Lirinha
17h - Metá Metá
18h30 - Dena