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Planalto costura pacote às pressas para cumprir redução na conta de luz

Por Mariana Sallowicz | Folhapress
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Com o resultado negativo da indústria e a desaceleração do consumo, o Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas do País, cresceu 0,6% no primeiro trimestre do ano na comparação livre de influências sazonais com os últimos três meses de 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem.

Em valores, o PIB somou R$ 1,1 trilhão no período de janeiro a março. O resultado ficou abaixo do previsto pelo mercado, cujas expectativas apontavam para uma expansão de cerca de 0,9% no primeiro trimestre.

O desempenho ocorre em meio à dificuldade da indústria de crescer - o setor é visto como o principal entrave a uma expansão mais robusta da economia. A indústria registrou queda de 0,3% de janeiro a março. Já a principal novidade positiva veio da agropecuária e dos investimentos.

Enquanto a agropecuária registrou expansão de 9,7% do quarto para o primeiro trimestre, o investimento cresceu 4,6% após um tombo de 4% no ano passado. Do terceiro para o quarto trimestre de 2012, o investimento havia registrado alta de 0,5%.

O setor de serviços, o de maior peso, avançou 0,5% na mesma base de comparação.

Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias, item mais importante nessa leitura, ficou praticamente estável com variação positiva de 0,1%. No quarto trimestre do ano passado, o consumo das famílias havia crescido 1,2% ante o terceiro trimestre. O consumo do governo não teve variação.

Quanto ao setor externo, as importações (que são descontadas do cálculo do PIB, por refletiram uma produção realizada fora do País) cresceram 6,3% e as exportações caíram 6,4%. Já em relação ao primeiro trimestre de 2012, o PIB cresceu 1,9%. O resultado reflete a queda de 1,4% da indústria, a expansão de 1,9% dos serviços e da alta de 17% da agropecuária. No que tange aos dados da demanda, o consumo das famílias teve alta de 2,1%. Já o investimento subiu 3%. O consumo do governo teve alta de 1,6%.

No indicador acumulado nos últimos 12 meses (quatro trimestres), os dados do IBGE mostram um crescimento de 1,2% da economia brasileira. O indicador mostra o quanto o PIB teria crescido se o ano se encerrasse em março.

Para 2013, a previsão é de baixo crescimento. O segundo e o terceiro trimestres devem apresentar desaceleração, o que poderá ser amenizado nos últimos três meses do ano.

A expectativa do mercado é de um crescimento inferior a 3% neste ano. Ao fim do ano passado, as previsões eram mais otimistas e apontavam uma expansão da ordem de 3,5%. Já a equipe de Dilma acredita em um crescimento entre 3% e 3,5%.

 

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