Éder Azevedo |
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Motoristas passaram por teste de etilômetro durante a ação da Operação Direção Segura |
Deflagrada pelo governo do Estado com o objetivo de alertar e autuar motoristas que abusam no trânsito e dirigem sob efeito de drogas ou embriagados, a Operação Direção Segura Integrada, realizada pela primeira vez em Bauru na noite do feriado de Corpus Christi, resultou em autuações e até prisões em flagrante de vários motoristas que trafegavam por duas das avenidas principais da cidade. Em seis horas de operação, 17 condutores tiveram a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida com o direito de dirigir suspenso por até um ano, receberam multas a partir de R$ 1.915,40 e responderão administrativamente e até criminalmente pelo ato.
Conforme o JC adiantou na edição de ontem, participaram da ação conjunta as polícias Militar (PM), Civil, Científica, o Corpo de Bombeiros, o Departamento Nacional de Trânsito em São Paulo (Dentran/SP) e o Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo). Os cercos aconteceram em duas etapas. A primeira ocorreu das 20h às 22h30, na quadra 19 da avenida Getúlio Vargas, e a segunda, das 23h30 às 2h, na quadra 17 da avenida Nações Unidas.
Inicialmente, a segunda etapa seria realizada na quadra 18 da avenida Nuno de Assis, mas acabou transferida para a Nações por conta do maior fluxo de veículos, segundo explica o 1º tenente José Sérgio de Souza, que comandava a blitz.
De acordo com o tenente, no total, 162 condutores foram abordados e realizaram o teste do etilômetro durante a operação, que flagrou 17 motoristas com teor de álcool no organismo acima de 0,05 miligramas de álcool por litro (mg/l) de ar expelido dos pulmões, número que, na prática, representa o consumo referente a uma latinha de cerveja.
Desses, 11 teriam apresentado teor acima de 0,34 mg/l, e além da infração administrativa poderão responder criminalmente pelo ato, conforme afirma o tenente da PM.
Autuações
Na avenida Nações Unidas, dos dez motoristas flagrados com sinais de embriaguez, sete teriam recebido voz de prisão em flagrante pela PM no local por apresentarem o valor acima de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões.
“Essas pessoas foram autuadas criminalmente e ficaram à disposição da Polícia Civil na delegacia móvel. As outras três devem responder administrativamente pela infração de trânsito”, explica o tenente, acrescentando que os veículos de todos os condutores autuados foram liberados somente diante da apresentação de familiares ou conhecidos que, comprovadamente, não apresentavam nenhum teor de álcool no organismo.
Já na Getúlio Vargas, onde outros quatro condutores também teriam recebido voz de prisão pela PM, sete pessoas deverão responder administrativamente pelo ato, segundo o tenente.
Entre os autuados com maior índice de embriaguez, estaria um homem de aproximadamente 55 anos, que apresentou 0,76 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões, que indica um consumo superior a cinco latas de cerveja.
Apesar da informação sobre a voz das prisões em flagrante, na Central de Polícia Judiciária (CPJ), os Boletins de Ocorrências dispostos sobre a operação em questão não informavam se os condutores flagrados com teor acima de 0,34 miligramas tiveram a voz de prisão da PM ratificada pelos delegados plantonistas.
Êxito
Inédita em Bauru, a operação em questão teve início em fevereiro deste ano na Capital e se disseminou pelo Interior do Estado possuindo datas e locais sigilosos.
A expectativa, tanto da Polícia Civil quanto da Polícia Militar, órgãos que destacaram o êxito da ação na cidade, é de que novas blitz integradas ocorram ainda neste ano.
“A operação foi bem sucedida e o aparato assustou muita gente, no bom sentido. Foi uma ação bem bolada e que deve se repetir. Montamos todo o aparato, com delegados, investigadores e escrivães para o registro de ocorrências e flagrantes no local. Foram vários registros e não houve anormalidades”, pontua o delegado seccional Marcos Mourão.
Sobre o destino das 11 pessoas que teriam recebido voz de prisão da PM no local, o delegado informou que os relatórios da operação ao qual teve acesso, diante da coordenação da operação, não indicavam a ocorrência prisões em flagrante.
“Pode ser que as fianças tenham sido arbitradas e pagas. O flagrante por embriaguez ocorre somente se a pessoa não pagar a fiança”, comenta, em linhas gerais, o delegado seccional.
Por conta do ponto facultativo, não foi possível obter mais detalhes sobre a operação.