Política

Ônibus circulares podem ser parados na sexta-feira

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis

Transporte público em Bauru pode ter paralisação parcial nesta sexta-feira (21)

Em reuniões realizadas na manhã e tarde desta segunda-feira (17), o grupo dissidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo (Sindtran) decidiu que poderá paralisar as atividades do transporte público na próxima sexta-feira (21). Das 5h às 7h de sexta-feira, segundo o decidido nas reuniões, a paralisação será de 100%. A partir das 7h, 30% dos coletivos vão circular com a catracas liberadas. No primeiro ato de vandalismo, eles prometer recolher os circulares.

Segundo o motorista Valter Dutra Pereira - responsável pela comissão -, o mínimo estimado de 30% de ônibus circulares cumprirão as atividades para que o movimento não seja considerado ilegal.

Na reunião desta manhã, participaram 130 motoristas da jornada noturna, segundo o grupo de dissidência.

Conforme Dutra, os motoristas reivindicam 12% de aumento salarial, três turnos de seis horas - hoje são cumpridos dois turnos de 7h20 -, e aumento na participação dos lucros e resultados da empresa. “A paralisação está confirmada caso a empresa não negocie. Manteremos o mínimo dos coletivos nas ruas para garantir a ordem e legalidade do movimento”, explica Valter Dutra, que ressalta, ainda, que até o momento não houve posicionamento do sindicato da categoria sobre a ação.

Entretanto, se houver problemas como apedrejamento de ônibus em determinadas linhas, os trabalhadores prometem retirar os veículos de circulação.

Conforme o JC havia adiantado, o grupo prometia paralisações parciais de duas horas em alguns dias desta semana. Contudo, a possibilidade foi descartada pela comissão, na reunião desta manhã, permanecendo apenas a promessa de paralisação para sexta-feira.

Ao JCNet, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo (Sindtran), José Rodrigues da Silva, informou que a paralisação é ilegal e que o movimento não possui anuência do sindicato. "A comissão não é legalizada e a empresa não negociará. O acordo coletivo já foi feito. Essa manifestação é um movimento político".

 

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