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Grupo derruba portão e tenta invadir a sede do governo de SP

Folhapress
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Um grupo de manifestantes derrubou um dos portões de acesso ao Palácio dos Bandeirantes - sede do governo de São Paulo - na noite desta segunda-feira (17), por volta das 23h30, durante o protesto contra o aumento dos transportes públicos.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Manifestantes pedem melhoria no transporte público

A polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo e tiros, o que fez com que o grupo recuasse e não chegasse a invadir o prédio, de onde o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e secretários acompanham o protesto.

"Não dá para segurar. O povo está revoltado", disse Caio Martins, membro do Movimento Passe Livre. Ainda na frente do prédio, grupos de manifestantes se dividem entre pedidos de paz e cantos do hino nacional.

Desde a chegada ao local, muitos manifestantes chutavam os portões e lançavam pedras em direção aos policiais, que ficaram do lado de dentro do palácio. Outros manifestantes, no entanto, tentavam acalmar as pessoas mais exaltadas.

Mais cedo

O protesto contra o aumento das passagens em São Paulo se dividiu e fechou vias importantes da cidade na noite desta segunda-feira (17). Às 20h, a ponte Octavio Frias de Oliveira, na marginal Pinheiros, e a avenida Paulista, na região central, estavam bloqueadas em ambos os sentidos. Os manifestantes dizem que não há um destino definido.

Durante a passagem pela ponte, a maioria dos manifestantes começou a pular, o que fez a estrutura tremer. No caminho, os manifestantes chamaram a população para participar do protesto e soltaram diversos gritos de ordem contra o aumento das passagens.

Na Capital paulista, a Polícia Militar aponta cerca de 30 mil pessoas no protesto que se concentrou no largo da Batata, na região de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O Datafolha, no entanto, aponta que o número é de ao menos 65 mil pessoas.

Após a concentração no largo da Batata, o movimento decidiu dividir a passeata em dois grupos.

As últimas manifestações do grupo foram marcadas por confrontos com a Polícia Militar. O último caso ocorreu na quinta-feira passada, quando houve confusão na rua da Consolação, na região central. Segundo organizadores, ao menos cem pessoas ficaram feridas e mais de 200 foram detidas. Dentre jornalistas, houve 15 feridos, sendo sete da Folha de S.Paulo.

Nesta segunda-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que a Polícia Militar não usará balas de borracha contra os manifestantes. "Nós acreditamos em uma manifestação pacífica e organizada, em que a polícia vai apenas ordenar para que ela aconteça", disse ontem o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira.

Artistas no Brasil e no mundo demonstram apoio

Artistas no Brasil e no mundo têm manifestado apoio aos protestos espalhados pelo País, que são contra o aumento nas tarifas de transporte público.

Nos Estados Unidos, até mesmo a cantora Cat Power usou uma camiseta com o nome da cidade de São Paulo, durante show no sábado no Festival Bonnaroo, no Estado do Tennessee.

Em imagem divulgada pela revista "Pitchfork", é possível ver que Cat Power demonstrava apoio não só aos manifestantes paulistanos: sua camiseta também citava Istambul, na Turquia, onde jovens também estão nas ruas para protestar contra o governo do premiê Recep Tayyip Erdogan, e Oklahoma, nos EUA, Estado que teve mais de 20 mortos por um tornado.

Reprodução Facebook

A apresentadora Palmirinha pediu calma e paz nas manifestações

Cat Power não foi a única. A apresentadora Palmirinha Onofre, do canal Bem Simples, posou para uma foto segurando um cartaz pedindo calma.

Palmirinha diz ter visto duas guerras mundiais após seu nascimento, em 1931 - um erro histórico, uma vez que a Primeira Guerra Mundial foi travada entre 1914 e 1918. Pelo Facebook, a apresentadora disse estar "rezando pelo Brasil".

Também o artista plástico paulistano Paulo von Poser publicou em seu Facebook imagens para se dizer a favor das manifestações, pedindo por "paz" em São Paulo.

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