Internacional

Exército pode intervir em protestos no Egito


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O Exército do Egito emitiu uma severa advertência para facções políticas rivais ontem, de que poderá intervir para impor a ordem diante de confrontos.


A declaração do chefe das Forças Armadas foi um lembrete dramático do poder independente dos militares no Egito, um ano depois de os generais entregarem o poder a um presidente civil - Mohamed Mursi, um islamista que venceu as primeiras eleições livres do país após a derrubada de Hosni Mubarak, em 2011.


Em um movimento destinado a ambos os lados na polarizada política do Egito, o general Abdel Fattah al-Sisi, que também é ministro da Defesa, ressaltou que o exército estava agindo para proteger a “vontade do povo” e pediu com veemência para os políticos forjarem um novo consenso nacional.


Essa polarização tem levado a uma campanha para a realização de grandes manifestações da oposição no próximo domingo, dia 30 de junho, pedindo para que Mursi renuncie. Por sua vez, os partidários islâmicos tomaram as ruas em demonstrações de força, chamando a oposição de “maus perdedores” determinados a derrubarem os resultados das eleições.


      

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