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Reuniões para colocar fim à greve dos circulares em Bauru terminam sem solução

Thiago Vendrami com Luciana La Fortezza e Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr. 

As reuniões entre os grevistas, o prefeito e vereadores terminaram sem solução para a greve de ônibus circulares em Bauru

A greve do transporte público de Bauru entra em seu sexto dia, nesta quarta-feira (26). As empresas teriam remanejado motoristas de outras cidades para operarem na cidade em caráter emergencial, o que não agradou os grevistas

De acordo com o líder do movimento, Valter Dutra, cerca de 40 motoristas rodoviários de outas cidades do Estado e do Paraná foram trazidos pelas empresas, mas não devem sair com os circulares bauruenses. 'Eles têm o salário deles, que é de R$  2,5 mil, não tem porque virem 'melar' nossa greve", diz. Para ele, os funcionários vieram sem saber da situação local. "São pais de família e trabalhadores como nós. Eles não saírem é uma segurança a mais, pois não se sabe a reação de alguns motoristas e da própria população. Eles foram enganados pelas empresas", garante.

Ainda segundo o líder, há uma expectativa de reunião com o TRT hoje, em Campinas. "Estamos esperando ser notificados para uma reunião com o TRT para encontrar uma solução para este impasse. Já abrimos mão do reajuste salarial maior, agora as empresas precisam decidir se nos pagam parte do salário de cobrador a mais ou contratam cobradores", garante, alertando para um possível repúdio da categoria.

As reuniões nesta terça-feira (25) entre os grevistas e o prefeito de Bauru, Rodrigo Agostinho, a vice-prefeita, Estela Almagro, e os vereadores terminaram sem uma solução para a paralisação. A frota deverá seguir 100% parada nesta quarta-feira.

As empresas operadoras do transporte coletivo não participaram da reunião no Palácio das Cerejeiras na noite desta terça-feira (25) e ofereceram, através do prefeito e da vice, com quem conversaram, o não desconto dos dias parados e não aceitaram nenhuma das outras propostas da categoria.

Nas reuniões, o líder do movimento, Valter Dutra, entregou um documento com as pautas das reivindicações: aumento de R$ 400,00 no vale alimentação; aumento para, também, R$ 400,00, pela cobrança de tarifa; aumento da participação dos lucros e resultados para R$ 1.200,00; estabilidade para os trabalhadores até o próximo dissídio; e abono aos motoristas durante os dias de paralisação.

Quioshi Goto

Greve do transporte público chega ao quinto dia em Bauru nesta terça (25)

Protestos

Assim como fizeram nesta segunda-feira (24), os motoristas saíram da Praça do Líbano nesta terça-feira (25) e se dirigiram à Câmara Municipal para uma nova reunião com representantes do Legislativo.

O presidente da Câmara, Sandro Bussola, recebeu novamente os manifestantes e debateu as reivindicações.

Antes de terminar a reunião, Sandro Bussola ligou a para o prefeito Rodrigo Agostinho e marcou uma nova reunião extraordinária, para as 11h, com a comissão do movimento e vereadores. À noite, uma nova reunião foi feita, mas sem avanços nas negociações.

Munidos de cartazes e apitos, os motoristas, que descumprem imposição do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas que determinou na segunda (24) retorno imediato ao trabalho, conforme foi notificado o líder dos grevistas, Valter Dutra, participaram de um novo protesto nesta terça-feira (25). O próprio Dutra, no entanto, informou hoje que a categoria assumiu a possibilidade de ratear a multa diária de R$ 100 mil por descumprimento da determinação.

Os motoristas ainda assumiram o risco de demissão por justa causa, apesar do alerta do advogado dos grevistas, Hudson Chaves. Com a manifestação desta terça-feira (25), os motoristas insistiram para que o próprio prefeito Rodrigo Agostinho assuma a negociação e intermediação com as empresas de transporte coletivo.

Transurb

Em nota oficial, a Transurb comunicou, na manhã desta terça-feira (25), que as empresas do transporte coletivo de Bauru informaram que nenhum motorista se apresentou para trabalhar nesta terça-feira (25), apesar da ordem do TRT de retorno imediato das operações com 100% nos horários de pico e 80% nos entrepicos, reiterada em audiência realizada nesta segunda-feira (24).

As empresas esclarecem que estão preparadas para o trabalho, mas não houve motoristas suficientes para manter 30% da atividade essencial e que eles não se apresentaram ao trabalho nesta manhã, assim como nos dias anteriores nas garagens das empresas Grande Bauru, Baurutrans e Cidade Sem Limites.

Leia matéria completa na edição impressa do JC nesta quarta-feira (26)

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