Uma greve de advogados na Itália fez com que fosse adiado o julgamento de Francesco Schettino, capitão do navio Costa Concordia, marcado para esta terça-feira (9). Ele é acusado de ser o principal responsável pelo naufrágio da embarcação, em janeiro de 2012, que deixou 32 mortos.
O Tribunal de Grosseto, na região central italiana, adiou a audiência para o dia 17, já que, como previsto, os advogados de defesa e acusação declararam adesão à greve. Dentre eles, o defensor do comandante, Domenico Pepe.
Embora o adiamento do julgamento fosse previsto, Schettino chegou a comparecer ao teatro de Grosseto, transformado em tribunal para acomodar as partes envolvidas e o público. O processo tem 242 partes litigantes, entre passageiros, ambientalistas, prefeituras da região do naufrágio e a Costa Cruzeiros.
Antes de entrar na sala para comunicar sua adesão à greve, o advogado do comandante ressaltou que o tribunal deve levar em consideração o fato de que os outros acusados pelo naufrágio estão sendo acusados com penas mínimas, enquanto Schettino pode pegar até 20 anos de prisão.
O advogado afirmou que Schettino admitiu ter se aproximado demais da costa com o navio, o que provocou a colisão com um rochedo. Porém, alegou ter atuado para salvar os passageiros e negou ter saído do navio.
Na época, foi revelada uma gravação de uma ligação de Schettino com a Guarda Costeira que mostrava que o capitão não estava no navio após o acidente. Em maio, foi determinado que o comandante será julgado por homicídio culposo, abandono de navio, naufrágio e por não ter comunicado sobre o naufrágio.