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Antonio Lázaro, ex-professor da USP, morre aos 81 anos


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Arquivo JC

Antonio Lázaro Valeriane Marques era professor doutor especialista em microbiologia clínica

O professor doutor especialista em microbiologia clínica Antonio Lázaro Valeriane Marques, 81 anos, morreu nesta segunda-feira (15), vítima de parada cardiorrespiratória, em Bauru.

O corpo está sendo velado na sala 1 do Centro Velatório Terra Branca e o enterro está marcado para esta terça-feira (16), às 16h, no Cemitério do Ypê.

Lázaro ficou conhecido por seu trabalho na Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB/USP), desde a sua fundação. Em entrevista ao Jornal da Cidade em fevereiro do ano passado, ele destacou que, mesmo aposentado desde 1993, continuava frequentando a FOB. “Faço sugestões, oriento pesquisas e trabalhos”, disse, na época, ao JC.

No currículo figuram inúmeras palestras, congressos e artigos publicados. O especialista em fotografia médica também já ocupou cargos em diversas associações como a presidência da Comissão Examinadora da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica.


Considerado “brigão” por alguns, ele ganhou na Justiça o direito de receber a lista de assinantes da Telefônica em Bauru e gerou polêmica por uma campanha nacional em favor da letra legível para médicos. “No meu currículo tem uma página com o título de 'chato'. Não me sinto magoado com isso. Tenho a consciência livre, não compactuo com nada, então posso falar o que eu quiser”, disse em entrevista ao JC, no início de 2012.

Antonio Lázaro Marques foi presidente da Comissão Examinadora da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica por 18 anos e membro da Academia de Medicina de São Paulo. Também participou da Associação de Medicina Brasileira, Associação Paulista de Medicina Regional de Bauru, entre muitas outras sociedades e associações médicas. Foi médico cooperado da Unimed de Bauru. Ele deixa três filhos, dez netos e cinco bisnetos.

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