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Mesmo em festa, Rasi pede por saúde

Luiz Beltramin
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Ontem, o Núcleo Habitacional Octávio Rasi completou três décadas de existência. O bairro, com população estimada em 3 mil habitantes, de acordo com a associação local de moradores, teve celebrado o aniversário com uma festa aberta aos moradores. A iniciativa, com expectativa de público estimada em mil participantes, foi realizada pela própria entidade.

A festa, realizada na praça central do bairro, é tradicional há dez anos. Barracas de alimentos, bebidas, artesanato e atividades recreativas garantiram o domingo comemorativo aos moradores e visitantes do bairro, que a exemplo de outras regiões de Bauru, também nasceu em forma de núcleo habitacional, com casas construídas através do sistema de habitação popular da Cohab.

Hoje, muito diferente do conjunto de moradias homogêneas, o bairro se caracteriza principalmente pela tranquilidade, garantem os moradores. Afastado da área central, o núcleo, apesar da comemoração de 30 anos, também segue com sua lista de reivindicações, que não é esquecida nem mesmo no dia de festa.

A principal delas, destacam os representantes da associação, está na área da saúde. Com o crescimento populacional da região, que abriga dois novos condomínios, a estrutura de atendimento está comprometida, alega Marilene Rodrigues Moço, presidente da entidade que organizou a comemoração.

Segundo ela, o Núcleo de Saúde carece de melhor estrutura de atendimento e, principalmente, médicos e mais funcionários. “Teremos uma reunião com o secretário da saúde (Fernando Monti) na próxima terça-feira, amanhã. Esperamos que a situação melhore”, torce.

Morador do bairro há uma década, o pastor evangélico Ubiratan Sanches endossa a reivindicação do Rasi. Ele reconhece os problemas, acentuados com o aumento populacional. Contudo, destaca que a região é ótima para se viver. “Temos muita tranquilidade por aqui. Os índices de criminalidade são baixíssimos. Deus foi muito generoso conosco”, valoriza.

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