Internacional

Libertação de prisioneiros abre caminho para a paz em Israel


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O governo de Israel aprovou ontem a libertação de prisioneiros palestinos, marcando o início das negociações diretas de paz com a Palestina, segundo a rádio pública israelense.


A libertação dos prisioneiros era uma condição imposta pela Palestina para que as negociações fossem retomadas. Segundo a rede de TV CNN, eles serão libertados em lotes.


O conselho de ministros adotou um texto que prevê a libertação dos prisioneiros por 13 votos a favor, sete contras e duas abstenções. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu indicou que vai retomar as negociações de paz, mas não deu datas. As negociações estão bloqueadas desde setembro de 2010. Segundo uma fonte palestina disse à agência France-Presse, as tratativas serão retomadas em Washington nesta terça.


Trata-se de 104 palestinos detidos em Israel desde o início da década de 1990, antes do acordo de paz entre os então líderes Yitzhak Rabin, de Israel, e Yasser Arafat, da Palestina.


Após décadas de conflito, a libertação tornou-se um tema de polarização passional: enquanto muitos palestinos veem os prisioneiros como heróis, muitos israelenses os consideram terroristas. A libertação foi solicitada pelos Estados Unidos, para facilitar o reinício das tratativas.


Os palestinos há muito se recusavam a voltar à mesa de negociações, a menos que Israel aceitasse algumas condições. Israel frequentemente solicitava a volta das negociações sem compromisso prévio. Desde março, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitou a região por seis vezes para costurar o acordo.


"Não é um momento fácil para mim, não é fácil para os ministros do governo e é especialmente difícil para as famílias enlutadas", disse Netanyahu no início de uma reunião ministerial pela manhã.


"Mas há momentos em que eu preciso tomar decisões duras pelo bem do país, e este é um desses momentos".

 

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