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Protesto paralisa os serviços da Polícia Civil por duas horas

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Um protesto organizado pela Polícia Civil paralisou os atendimentos na Central de Polícia Judiciária (CPJ) por duas horas na manhã de ontem, em Bauru. A ação, nomeada como Blecaute, ocorreu em âmbito estadual e foi deflagrada pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), com apoio do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado (Sipesp).

De braços cruzados em frente à unidade, cerca de 60 policiais civis entre escrivães, investigadores, delegados, agentes policiais, carcereiros, entre outros profissionais, protestavam pacificamente por melhores condições de trabalho.

Quem chegou após as 10h para registrar boletim de ocorrência teve que voltar para casa ou esperar sentado na recepção da CPJ até o meio-dia pelo retorno dos manifestantes ao posto de trabalho. O registro de ocorrências pela Polícia Militar (PM) também ficou prejudicado.

Reivindicações

Entre as principais reivindicações, a categoria cobra uma reestruturação da Polícia Civil em todo o Estado que contemple maior número de contratações.

“É uma luta conjunta. Até o hoje (ontem), o governador não sinalizou uma audiência com as entidades de classe. Em Bauru, por exemplo, deveríamos ter o dobro de policiais civis atuando. Com a extinção dos Distritos Policiais (DPs) locais, tudo é registrado no Plantão da Central de Polícia Judiciária. Tivemos uma melhora significativa em questões de estrutura, mas falta pessoal. O sistema está sobrecarregado em todo o Estado”, afirma o investigador e delegado sindical do Sipesp Fábio Legramandi.

Além disso, os manifestantes pedem a aplicação da chamada aposentadoria especial, que concede ao funcionário se aposentar com integralidade de proventos e paridade salarial de reajustes em relação aos trabalhadores em ativa.

Outro ponto de cobrança é em relação à aplicação de salário compatível com os níveis de formação dos policiais e a valorização salarial dos delegados, considerando que a profissão foi integrada há alguns anos no rol das carreiras jurídicas.

Greve

Conforme o JC antecipou na edição do dia 23 de julho, os investigadores prometem deflagrar greve a partir desta quinta-feira, 1º de agosto, caso o governador não receba os manifestantes e converse sobre as reivindicações.

Outra greve abrangendo o sistema de segurança pública é prevista para o dia 7 de agosto, quando a categoria dos servidores penitenciários também promete cruzar os braços por melhores condições de trabalho.

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que respeita todo tipo de manifestação e informa que tem se empenhado na negociação salarial com todas as categorias da polícia. “Os policiais civis, militares e científicos tiveram um reajuste de 27,7%, no salário (15% em julho de 2011 e 12,7% em agosto de 2012). Além do reajuste salarial, o governo do Estado anunciou um pacote de benefícios às carreiras policiais, com medidas para facilitar as promoções e a valorização de carreiras”.

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