O Noroeste quer a Copinha de volta. Não se trata da Copa Paulista, competição em que o clube, apesar de oficialmente brigar pelo terceiro título, anda mal das pernas. Trata-se da Copa São Paulo de Futebol Júnior, que não tem Bauru como sede desde 2006. Para o ano que vem, contudo, a competição pode voltar a ter grupo com jogos no Alfredo de Castilho.
É o que pretendem Noroeste e a própria Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. A ideia foi discutida nesta semana, em reunião que contou com a presença de dirigentes noroestinos, entre eles o presidente Anis Buzalaf Jr., o titular da pasta municipal, Roger Barude, e o prefeito Rodrigo Agostinho.
Apesar da possível sede, que abrigaria jogos de quatro equipes durante a primeira fase da competição, organizada pela Federação Paulista de Futebol (FPF), ser o estádio Alfredo de Castilho, ficaria a cargo da municipalidade bancar todas as despesas referentes a hospedagem, transporte e alimentação dos times participantes na cidade.
Diante disso, ficaria também por conta da Prefeitura a manifestação oficial do interesse junto à FPF. Desta forma, a Semel formalizaria a intenção por meio da entrega de uma carta à entidade que rege o futebol estadual. O documento, entretanto, ainda não foi redigido, explica Barude. Segundo ele, resta, agora, o Noroeste esmiuçar os valores que seriam investidos pelo Executivo durante a primeira fase da competição. “Temos interesse em trazer novamente a competição para Bauru”, admite o secretário de esportes.
Para o gestor do futebol noroestino, Fabiano Larangeira, o retorno da Copinha de juniores para Bauru seria bom negócio, tanto para o clube quanto para a cidade. “Os jogos são transmitidos por TV aberta e fechada, além da presença de ao menos um grande clube no cenário nacional”, incentiva.
Parceria indireta
No mesmo encontro com representantes da administração municipal, a cúpula noroestina voltou a solicitar mais apoio da prefeitura para o clube, especificamente na parte financeira. Pelo lado da Semel, explica Roger Barude, não há como disponibilizar recursos para o futebol profissional, vetado por lei.
Ainda conforme o titular da pasta, há a possibilidade de novo apoio às categorias de base, procedimento permitido. Contudo, no futebol profissional, enfatiza, não há como administração municipal e Noroeste trabalharem juntos diretamente. “Podemos facilitar o contato de empresas com o clube pare eventuais parcerias”, sintetiza o secretário.