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Tribunal determina o retorno de 70% dos funcionários nos hospitais

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan

No HE e nas outras três unidades, efetivo havia sido reduzido para 30%

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou, ontem, manutenção de 70% dos funcionários nas cinco unidades geridas pela Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) em Bauru. Desde o último dia 30 de julho, sem conseguir avançar nas negociações, os grevistas haviam reduzido o efetivo para 30%, índice mínimo exigido pela Lei de Greve.

A liminar foi expedida na tarde de ontem pelo desembargador do trabalho Nildemar da Silva Ramos a pedido da Famesp e, segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Bauru (Seessb), o índice seria cumprido integralmente até as 19h do mesmo dia. Em caso de desobediência, a entidade ficará sujeita à multa diária de R$ 10 mil.

Hoje, às 15h, representantes do sindicato e da Famesp participam de audiência no TRT da 15ª Região, em Campinas, que tentará estabelecer uma conciliação entre as partes. Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 20%, vale-alimentação de R$ 400,00 e R$ 200,00 de auxílio-creche.

Na última audiência realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), no dia 30 de julho, a Famesp chegou a oferecer aumento salarial de até 8,5%, de acordo com faixas salariais, vale-alimentação de R$ 300,00 e auxílio-creche de R$ 170,00. A proposta, no entanto, foi rejeitada pela categoria.

No mesmo dia, o percentual de funcionários nas unidades foi reduzido da faixa de 50% a 70% para 30%. Apenas para os serviços mais serviços mais sensíveis, como unidades de terapia intensiva (UTIs), Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) do Hospital Estadual e sessões de hemodiálise e quimioterapia, foi mantido efetivo de 50%.

Julgamento

Além do HE, estão em greve trabalhadores do Hospital de Base, Manoel de Abreu e Ambulatório Médico de Especialidades (AME). Na Maternidade Santa Isabel, que conta com baixo número de trabalhadores em algumas áreas, não houve adesão ao movimento.

Durante os dias de paralisação mais intensa, o Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde se queixou da enorme dificuldade para conseguir vagas de internação hospitalar para pacientes do Pronto-Socorro Central (PSC). Ainda ontem, em uma situação considerada limite pela pasta, 63 pessoas estariam na fila de espera, aguardando em macas do PSC e das demais unidades de pronto atendimento (UPAs) (leia mais abaixo).

Pacientes também reclamaram sobre a dificuldade para realizar exames, que foram suspensos parcialmente nos hospitais e integralmente no AME. Se sindicato e Famesp não entrarem num acordo na audiência do TRT, hoje, uma nova tentativa de conciliação poderá ser agendada ou o caso poderá ser levado a julgamento. A decisão é tomada em cerca de 15 dias por desembargadores que compõem a Seção de Dissídios Coletivos (SDC) do tribunal.

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