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Integrantes da TelexFree protestam

Marcele Tonelli com Luiz Beltramin
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Divulgadores e franqueados da empresa norte-americana TelexFree em Bauru se reuniram na manhã de ontem em frente à praça do Líbano, no cruzamento entre a avenida Nações Unidas e a Rodrigues Alves, para protestar contra a decisão da justiça no Estado do Acre, que suspendeu as atividades da empresa no país desde junho deste ano.

Com camisetas da empresa, cerca de 20 integrantes reclamavam sobre a decisão judicial e pediam a absolvição da companhia no próximo julgamento, que deve ocorrer na próxima semana.

“Acreditamos na absolvição e na liberação da empresa. Não temos notícias de pessoas lesadas. A empresa tem sede própria, CNPJ e paga impostos. Em outros países, tudo está funcionando normalmente”, defende o integrante da TelexFree Rafael Valentim, 31 anos.

Polêmica

A empresa em questão lida com a venda de equipamentos e softwares de telefonia Voip (comunicação via Internet que permite chamadas interurbanas e internacionais sem mensalidade).

Os divulgadores, como são chamados os integrantes que se associam ao programa, mediante taxa mínima de adesão de US$ 339 (em torno de R$ 680), são remunerados de acordo com anúncios publicados diariamente na Internet.

Existe ainda uma comissão paga no valor aproximado de R$ 200 para cada novo membro cadastrado.

A companhia, contudo, é suspeita de praticar o esquema de pirâmide financeira, considerado crime contra a economia popular, e é alvo de investigação por parte da Promotoria em sete Estados.

A TelexFree teve a suspensão de todas suas atividades decretada por decisão proferida no dia 13 de junho de 2013, sob pena de multa no valor de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

No dia 12 de agosto, um julgamento apreciará novos recursos impetrados pela TelexFree contra a decisão.

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