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Nordeste e SP estão entre as maiores influências negativas

Folhapress
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Apesar da produção da indústria ter crescido no ano, com alta de 1,9%, o emprego no setor apresentou queda de 0,7% entre janeiro e junho na comparação com o mesmo período de 2012.


As maiores influências negativas vêm de locais como o Nordeste, que retraiu 4,3% no período, e São Paulo, o maior parque fabril do país, com resultado negativo de 0,3%. Também puxaram o resultado para baixo o Rio Grande do Sul (-2,4%), Pernambuco (-7,8%) e a Bahia (-4,9%).


Apesar de melhor desempenho do setor, emprego na indústria fica estável em junho


Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


"Em São Paulo [que tem peso de 40% no emprego], a retração ocorre puxada por setores que sofrem com a concorrência dos importados", afirma Fernando Abritta, economista do IBGE. São os segmentos: têxtil (-6,7%), calçados e couro (-7,8%) e outros produtos da indústria de transformação (-9%). Neste último caso, são setores como brinquedos, bicicletas ergométricas, entre outros.


Outra indústria de São Paulo que reduziu o número de pessoas ocupadas foi a de fabricação de meios de transportes, como veículos, autopeças e aviação. "Pode ser sinal de uma saturação no setor das reduções de impostos feitas pelo governo, o que se reflete no emprego. Além disso, a inflação alta inibe o consumo", diz o economista.


Já no Nordeste, o setor que mais encolheu o emprego foi o de alimentos e bebidas, com resultado negativo de 5,6% nos seis primeiros meses do ano ante mesmo período de 2012. "Nesse caso, vemos que a redução de pessoal ocupado acompanhou uma queda da produção no local [que retraiu 6,4% no período]", afirma Abritta.


Segundo o IBGE, dos 14 locais pesquisados, apenas quatro apresentaram alta no emprego durante o ano: Paraná (1,1%), Santa Catarina (1%), Norte e Centro-Oeste (0,5%) e Minas Gerais (0,1%).

 

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