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Médicos estrangeiros chegam em setembro

A partir da segunda quinzena de setembro, 358 médicos estrangeiros começam a trabalhar nas cidades do interior e periferias dos grandes centros por meio do Programa Mais Médicos. Na primeira edição, o programa selecionou 1.618 profissionais. Os dados são do balanço da primeira fase do programa, divulgados pelo Ministério da Saúde. As informações são da Agência Brasil


Concentração em oito Capitais

Quando chegarem ao Brasil, os médicos estrangeiros ficarão concentrados em oito capitais: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza. Nessas cidades, terão aulas sobre saúde pública brasileira e língua portuguesa durante três semanas, entre 26 de agosto e 13 de setembro. Após a aprovação nesta etapa, começam a atender a população na segunda quinzena de setembro. Os profissionais que vão atuar em áreas indígenas terão, além do módulo de acolhimento, treinamento específico. Os estrangeiros terão registro profissional provisório e podem trabalhar apenas na região para onde forem designados.


Política de saúde no sistema prisional

Um grupo de trabalho interministerial foi criado para elaborar a Política Nacional de Saúde no Sistema Prisional. Instituído por portaria publicada no Diário Oficial da União, o grupo deve levar em conta a necessidade de ações para promoção da saúde e prevenção de doenças nos presídios, já que grande parte da população prisional está exposta a problemas de saúde, em razão das condições de confinamento. O grupo tem o prazo de 180 dias para apresentar a proposta da política. Os participantes são dos ministérios da Saúde, da Justiça, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e das secretarias de Direitos Humanos, de Políticas para as Mulheres e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.


Subnotificação de doenças crônicas

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013 vai permitir ao Ministério da Saúde dimensionar a subnotificação de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. A coleta de dados já começou em 80 mil domicílios brasileiros. Os entrevistados na pesquisa inédita, que está sendo feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério da Saúde, terão a pressão arterial aferida e o sangue e a urina coletados. Ao mesmo tempo, a pesquisa terá um questionário que perguntará aos entrevistados se eles sabem se sofrem de alguma crônica. Ao comparar as respostas do questionário aos resultados dos exames, o Ministério da Saúde acredita que poderá saber quantas pessoas não sabem que têm determinada doença.


Perguntas sobre estilo de vida

A aferição da pressão poderá confirmar a existência de hipertensão arterial. O exame de urina medirá os níveis de sódio, potássio e creatinina, que permitirão analisar os níveis de sal no organismo e a existência de algum problema renal. Com o sangue coletado, serão realizados exames de colesterol, sorologia de dengue, hemograma (que poderá detectar anemia) e hemoglobina glicada (para detectar diabetes). Já a obesidade será avaliada a partir da medição do peso, da altura e circunferência da cintura. Além dos exames, a pesquisa fará perguntas inéditas sobre o estilo de vida das pessoas (como o padrão de alimentação), sobre se a pessoa sofreu preconceito no sistema de saúde e sobre a existência de animais de estimação no domicílio.


Rio: maior índice de casos de tuberculose no Brasil

O Rio de Janeiro é o estado com maior incidência de tuberculose, doença causada por uma bactéria (bacilo de Koch), que atinge em grande parte a faixa etária entre 20 a 29 anos. De acordo com dados preliminares da Secretaria de Estado de Saúde, em 2012, foram registrados 14.039 casos da doença no estado, que representam cerca de 15% do total do país. Mais da metade (52,94%) foram na capital fluminense, onde 7.433 pessoas contraíram tuberculose. A região metropolitana 1, que inclui também 11 municípios da Baixada Fluminense foi a que anotou mais números de casos (10.964) representando 78,09% do total do estado.


Alta densidade populacional

O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da secretaria, Alexandre Chieppe, explicou que a tuberculose é uma doença muito relacionada à alta densidade populacional e afeta grandes centros urbanos do país. Ele disse que o Rio é um Estado que tem adensamento populacional na região metropolitana, com uma grande quantidade de pessoas morando em pequeno espaço. "Isso facilita muito a ocorrência de doenças respiratórias, entre elas a tuberculose, um grande desafio de saúde pública. Aqui, na cidade do Rio de Janeiro, é onde temos a maior incidência no estado. Este é um desafio que tem que ser enfrentado agora e é urgente, tendo em vista estes números alarmantes", ressaltou.

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