Esportes

Basquete: reprogramando

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Ter um jogador convocado para a Seleção Brasileira é motivo de orgulho para qualquer clube, e com o Paschoalotto/Bauru não é diferente. Após ser naturalizado brasileiro em maio de 2012, o norte-americano de nascimento Larry Taylor disputou as Olimpíadas do ano passado, em Londres, e nesta semana participa de sua segunda competição oficial pelo Brasil, na Copa América da Venezuela.

Mas tudo isso tem um ônus. O problema para o time que cedeu o jogador é exatamente o seu retorno. Em 2012, Larry demorou praticamente dois meses para se readaptar ao ritmo do Bauru Basket. Neste ano, o técnico Guerrinha espera um tempo menor de ajuste. “No ano passado ele ficou três meses fora. Você chega esgotado, a tendência quando retorna é dar um “ufa”, relaxar, isso é normal. Ano passado ele jogou dois jogos, foi para os Estados Unidos, depois voltou, esse ano vai ser direto”, analisa Guerrinha.

Outro aspecto que o treinador considera importante é que, em 2013, o tempo de Larry em quadra na Seleção é bem maior, e isso favorece em seu retorno. “No ano passado ele era reserva do Marcelinho Huertas e entrava pouco. Agora não, ele joga mais tempo e está na posição em que atua no clube. Isso ajuda, claro”, ressalta. “Mas jogar na Seleção é sempre diferente de jogar na sua equipe. Comigo era assim também, na Seleção de um jeito, em Franca de outro, mas naquela época era até pior, a gente chegava a ficar quatro meses com a Seleção Brasileira”, acrescenta o técnico do Bauru Basket.

Mental

“Quando a gente fala em readaptar, é essa parte mental também. É uma outra situação. Mas ele tem uma vantagem, já vai estar com ritmo de jogo, isso ajuda. Tem o outro lado, são competições diferentes, conceitos diferente, a própria bola usada é diferente”, cita.

A final da Copa América será em 11 de setembro. Se o Brasil chegar até lá, o armador é aguardado em Bauru entre os dias 12 e 13, no máximo. “Se ele chegar de manhã, já treina à tarde. Acredito que em tempo, o treinamento dele será igual aos outros. O que podemos fazer é algumas trocas. Por exemplo, vai ter treino de quadra em dois períodos, na manhã ele faz academia. Mas tudo depende de como ele estará na volta, vamos conversar com ele”, enfatiza o treinador.

“Em algum momento da temporada ele vai sentir. Esperamos que seja no início do NBB, depois do playoff do Paulista”, pontua.


‘Calendário não cabe até novembro’, diz treinador

Uma das propostas dos clubes paulistas envolvidos também na disputa do Novo Basquete Brasil (NBB) levada à Federação Paulista de Basquete (FPB) é que no returno, aconteçam três jogos por semana. Hoje, as partidas estão marcadas para as quintas-feiras e sábados. A proposta prevê jogos também às segundas ou terças-feiras.

A FPB deve se pronunciar até a semana que vem. “Não é tão simples assim, mas o ideal seria terminar a primeira fase até o começo de outubro. O calendário não cabe até novembro, além do Paulista, tem Jogos Abertos, Liga Sul-Americana, daqui a pouco tem até torneio de solteiro contra casado”, comenta Guerrinha, em tom descontraído.

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