Nem mesmo o aumento do nível do reservatório 9 de Julho foi suficiente para sanar a falta d’ água em um bairro de Bauru. De anteontem para ontem, a altura da água subiu de 1,10 metro para 2,20 metros no reservatório em questão.
Conforme o Departamento de Água e Esgoto (DAE) afirmou em matéria publicada na edição de ontem, dois metros seria o nível suficiente para evitar o desabastecimento da população. Contudo, a saga de alguns moradores da Vila Santa Rosa, região do Bela Vista, continua.
“No DAE consta que o problema já está resolvido, mas minha torneira está sem água há seis dias. Tive até que parar de trabalhar para ficar esperando o caminhão-pipa na porta de casa, senão ele passa e me deixa sem uma gota de água”, reclama Celso Lisboa, morador da quadra 2 da rua Agostinho Fornetti, na Vila Santa Rosa, região alta do Jardim Bela Vista.
Na casa, a pilha de louças e de roupas acumuladas dava a dimensão do incômodo vivido não só por Celso, mas por seus vizinhos também.
“O pessoal está revoltado. Estou desde sábado sem conseguir tomar um banho. Já estou até pensando em ir lá para a fonte da Rui Barbosa”, ironiza o morador.
Previsão
Questionado sobre a continuação do problema, o DAE, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que o bairro em questão é abastecido pelo reservatório 9 de Julho e que o serviço deveria ser normalizado até a noite de ontem.
“90% dos bairros que foram afetados pelo desabastecimento em decorrência do baixo nível do reservatório já estão com a distribuição normalizada”, afirma a autarquia, atribuindo a normalização ao conserto da adutora do Nova Esperança, anteontem à tarde.
Contudo, conforme o JC mostrou em reportagem na edição de ontem, o problema também é motivado pela diminuição da vazão de um dos poços que abastece o reservatório e recebeu um conserto paliativo no ano passado.
Na ocasião, o DAE Informou que, na próxima semana, a empresa Louis Engenharia e Perfurações Ltda., de Garça, vencedora do processo licitatório, deverá começar a perfurar o poço Roosevelt 3, que vai substituir o Roosevelt 2.
A unidade terá vazão projetada de 200 metros cúbicos por hora e irá reforçar o abastecimento. A obra, que custará R$ 1 milhão, contudo, deverá ser concluída em até 60 dias.