O ministro Alexandre Padilha (Saúde) comparou a ausência dos profissionais selecionados pelo Mais Médicos, nos primeiros dias do programa, às dificuldades cotidianas de contratação de médicos pelos gestores locais. “As secretarias de saúde estão vivendo (nos primeiros dias do programa) o drama que toda vez vivem quando fazem um concurso público. Você faz uma seleção e (vive) o drama de o profissional se apresentar e começar a trabalhar, por conta do mercado muito aquecido. O drama é muito maior na atenção básica. Maior ainda nas unidades de periferia, onde há maior concentração de pobreza”, afirmou ontem o ministro.
“Me perguntaram ontem: ‘O sr. acha que é um boicote?’”, disse o ministro, que completou: “Eu acho que, se for, é de uma perversidade quase inimaginável, né? Todos os filtros foram feitos para garantir (a seleção de) quem realmente tinha interesse”.
As cidades têm até hoje para informarem de desistências ou exclusões dos médicos selecionados na primeira etapa do programa. Assim, poderão oferecer as vagas ociosas aos médicos que já estão em fase de escolherem as cidades para participarem da segunda rodada de seleções.
Cubanos
O Ministério da Saúde informou ontem que 91% dos 400 profissionais cubanos que participam do Mais Médicos serão distribuídos para cidades do Norte e do Nordeste do País. Deles, 334 médicos irão para 182 cidades com 20% ou mais de sua população em situação de extrema pobreza. 26 irão para 24 regiões metropolitanas e 40 serão direcionados a 13 distritos indígenas.
A região Nordeste receberá 207 médicos cubanos, a Norte ficará com 157 médicos, a Sudeste com 30 (27 em Minas Gerais e três em São Paulo) e a Sul com seis (todos no Rio Grande do Sul).