O conceito de DN - Doenças negligenciadas são as que pouco investimento se faz para as pesquisas avançarem e novos remédios eficientes surgirem, pois afetam populações pobres que dificilmente renderiam retorno financeiro às indústrias farmacêuticas. Elas afetam mais que um bilhão de pessoas e ameaçam a saúde de outros milhões. São companheiras antigas da pobreza e contribuem para a manutenção de desigualdade como entrave ao desenvolvimento. O termo “doenças negligenciadas” foi originalmente proposto na década de 1970 pelo programa “The Great Neglected Diseases” da Fundação Rockefeller. Em 2001 a organização não governamental Médicos Sem Fronteiras propôs dividir as doenças globais em Negligenciadas e Mais Negligenciadas. São induzidas por agentes infecciosos endêmicos em populações marginalizadas e seu controle passou a ser essencial para o cumprimento dos objetivos de desenvolvimento da ONU. O Brasil saiu na frente em 2006 com o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Doenças Negligenciadas: por dados epidemiológicos, demográficos e o impacto da doença definiu quais as sete doenças negligenciadas prioritariamente combatidas: dengue, doença de Chagas, leishmaniose, malária, esquistossomose, hanseníase e tuberculose.
OMS recomenda!. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda cinco estratégias de saúde pública aplicadas de forma associada para que ocorra sua prevenção e controle: medicação preventiva, intensificação da gestão de casos, controle de vetores, provimento de água limpa, saneamento com higiene e saúde pública animal para garantir a saúde e o bem-estar dos humanos.
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