Tribuna do Leitor

Divisor comum


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O sofrimento tem o dom de tornar a vida mais difícil, seu gosto mais amargo. Obriga-nos a tomar decisões, impulsionando-nos a reagir. estimula-nos a tomar uma atitude. Quando se está na fase do desespero é porque já perdemos as esperanças.

A pessoa ajoelha-se a sua fronteira: o medo! O causador de todas angustias e tristezas. A vida é muito frágil e o pior inimigo dela é a própria pessoa.

Em certos momentos da vida, a atitude mais interessante é atravessar uma rua, tudo virou repetitivo e a vida tornou-se uma arte monótona e sem graça. O desespero vem a tona e sair dessa armadilha não é fácil, a pessoa torna-se frágil como um inseto em um frasco. E a unica barreira é tentar sobreviver.

Pessoas vivem diariamente com seus fantasmas fúnebres, criando uma várzea dentro de si. Mentiras contadas vividas como se fossem verdade. Sorrir vira apenas um marketing. Uma fatalidade viver sem expressão, virando uma ameba, os sentimentos mofam dentro de si.

Na crise atual, muitos têm ar nos pulmões e os corações batem, mas por dentro estão mortos. Ninguém os percebeu , as verdadeiras dores cravadas e expostas.

Muitas vezes a vida nos leva para a escuridão. Vemos dia após dia a mesma coisa. Quanto mais você vive mais você acaba vendo o quanto a vida é feita de dor. Seu corpo embebeda-se de trevas. Simplesmente pelo fato concreto que o mundo não nos permite ser crianças por muito tempo. Não podemos ficar chorando pelos cantos. Pois no final saberemos a nossa verdadeira natureza. Compreendera dor nos faz amadurecer e quebrar nossas fronteiras. Temos um duelo contínuo com nossas fraquezas.

Quando ficamos sem motivos para viver, isso nos torna mortos. Para sobrevivermos, agarramo-nos em tudo comprometidor da salvação. Nós devemos nos fazer fortes com lembranças quais não dá para esquecermos. Mesmo nos restando nada, as emoções ficam.

Danielly Costa Santinelli

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