Delegados e policiais civis de todo o Estado realizaram ontem mais um dia de paralisação dentro da Operação Blecaute, das 10h às 16h. Em Bauru, o movimento, que aconteceu mesmo debaixo de chuva, conforme explicam representantes da categoria, foi o sétimo e último ato realizado no molde atual, que contempla paralisação total dos serviços, principalmente da Central de Polícia Judiciária (CPJ), por até seis horas a cada sete dias.
Segundo os delegados Ricardo Dias e Cledson Luiz Nascimento, uma nova assembleia, a ser realizada na noite da próxima terça-feira, dia 24, na Capital, poderá decidir sobre a extensão do horário da paralisação. Ao invés de seis horas, os serviços poderão ser interrompidos por até 12 ou 24 horas, uma vez por semana.
“A Operação Blecaute vai mudar. Ou o horário será estendido para 12 ou 24 horas ou será decretada a Operação Padrão. Na segunda opção, os policiais não poderão assumir uma função diferente, ou seja, investigador não poderá atuar mais como escrivão”, aponta o delegado Ricardo Dias.
Embora o governo do Estado tenha anunciado o envio de um projeto de lei à Assembleia Legislativa que prevê a concessão de aumento salarial de 7%, a proposta ainda está distante de atender às reivindicações dos policiais civis.