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Roubos crescem pelo terceiro mês seguido no Estado de São Paulo

Folhapress
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O Estado de São Paulo registrou um aumento de 10% no número de roubos em agosto deste ano. Foi o terceiro mês consecutivo de alta desse tipo de crime, sempre comparando com o mês equivalente do ano passado.

Por outro lado, as estatísticas oficiais divulgadas ontem pelo governo paulista apontam uma queda de 4,8% no número de homicídio dolosos (com intenção).

Foi a quinta queda consecutiva nas estatísticas mensais, fazendo os índices se aproximarem do patamar verificado antes da crise do ano passado, quando policiais militares e criminosos travaram uma guerra não declarada.

Os registros de homicídio caíram de 393 para 374. O números de pessoas mortas acompanhou a tendência, passando de 419 para 402 - numa mesma ocorrência pode haver mais de uma morte.

Além dos roubos, que cresceram de 20,5 mil para 22,6 mil no mês, São Paulo também registrou aumento de outros crimes violentos como o latrocínio (roubo com morte) e roubos a bancos.

Os casos de latrocínios cresceram de 23 para 29 (aumento de 26%).

Os roubos a bancos tiveram aumento de 150%. Embora o crescimento em número absoluto seja pequeno, de 12 para 30 casos, este tipo de crime preocupa a polícia porque o dinheiro levado pelas quadrilhas costuma ser aplicado na compra de armas e drogas.

A explicação do governo para o aumento dos assaltos a bancos é uma possível migração. Os criminosos que furtavam caixas eletrônicos com explosivos, agora fazem o roubo direto nas agências.

O secretário da Segurança, Fernando Grella Vieira, defende a atuação da polícia, que, segundo ele, nunca prendeu tanto. Mas critica a atuação dos poderes Legislativo e Judiciário.

“A polícia está prendendo muito, mas nós não estamos conseguindo reduzir certos indicadores. A legislação é muito frouxa para certos tipos de crimes”, disse.

E continuou: “Nós temos visto crimes graves em que a pessoa obtém rapidamente uma progressão criminal, ganha o regime de liberdade e semiliberdade, volta sem estar totalmente reinserido e reitera a prática criminal.”

Ele citou como exemplos de crimes que, em sua opinião, precisam de uma mudança da legislação: o roubo, latrocínio e furto. “A polícia sozinha vai ficar enxugando gelo”, disse.

Dos crimes citados, apenas os furtos apresentaram pequena queda. No Estado, a redução em agosto foi de 5,7%.

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