Internacional

Rússia diz que ajudará a proteger instalações químicas de Damasco

Por Diogo Bercito | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O vice-chanceler da Rússia, Sergei Ryabkov, afirmou, nesta quinta-feira (26), que seu país está disposto a auxiliar a Síria na proteção de suas instalações químicas, conforme os armamentos forem destruídos.

 

Citado pelas agências de notícias russas, Ryabkov disse contar com a cooperação de Estados parceiros como Armênia e Cazaquistão nessa tarefa.

 

A ditadura de Bashar al-Assad comprometeu-se, neste mês, a revelar e inutilizar seu arsenal químico, após a forte pressão exercida pelos EUA, incluindo a ameaça de uma intervenção militar.

 

A crise fora iniciada por um ataque químico nos arredores de Damasco, em 21 de agosto. Ao menos 1.400 pessoas foram mortas. Enquanto os EUA culpam o regime de Assad pela ação, o ditador e sua aliada Rússia afirmam que a responsabilidade é de facções rebeldes que tentam derrubar o governo.

 

O conflito civil na Síria, iniciado por manifestações pacíficas em março de 2011, já deixou mais de 100 mil mortos, de acordo com estimativas da ONU.

 

Segundo o acordo mediado pela Rússia, o arsenal químico da Síria deverá ser destruído até meados de 2014.

 

Enquanto isso, inspetores da ONU voltaram ontem ao país para dar sequência às investigações de uso de armas químicas. O último relatório divulgado pelos especialistas confirmava o ataque de 21 de agosto, mas não apontava culpados.

 

Possibilidade

 

O ditador Assad afirmou, durante entrevista à mídia venezuelana, que a Síria está comprometida com a implementação da convenção contra armas químicas. Por outro lado, ele disse não descartar a possibilidade de ser alvo de um ataque americano.

 

"Desta vez, o pretexto foram as armas químicas. Da próxima vez, será alguma outra coisa."

 

Assad acusou também a administração de Barack Obama, presidente dos EUA, por "mentiras" em relação a seu regime.

 

O ditador afirmou, ainda, não estar preocupado com a possibilidade de uma resolução no Conselho de Segurança da ONU permitindo sanções contra seu regime. Há nesse órgão, segundo Assad, "equilíbrio" -em referência à aliada russa, com poder de veto.

 

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