Polícia

Polícia aponta falha da CPFL em caso de menino eletrocutado

Tisa Moraes
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Para a Polícia Civil, o acidente que resultou na amputação do braço direito do garoto Cauã Henrique Mello Camargo, 7 anos, poderia ter sido evitado. A conclusão do inquérito sobre o caso apontou que houve falha no sistema de segurança da CPFL Paulista, que poderá ser condenada na Justiça a pagar indenização à família da vítima.

Cauã sofreu queimaduras de terceiro grau após tocar, no dia 15 de julho, um fio de alta tensão que estava rompido e suspenso, a poucos centímetros de altura de uma das calçadas da Vila Ipiranga, em Bauru. Em tese, a rede de alta tensão deveria contar com dispositivo de segurança para bloquear automaticamente a transmissão de energia em caso de curto-circuito e rompimento de cabos.

“Não sabemos se houve falha técnica ou humana. Mas, se este sistema tivesse funcionado, o acidente com o menino não teria acontecido”, observa a delegada responsável pelo caso, Priscila Bianchini, da Central de Polícia Judiciária (CPJ).

Embora o laudo de lesão corporal ainda não tenha sido emitido pelo Instituto Médico Legal (IML), o inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público, que, inicialmente, deverá processar a CPFL na esfera cível.

O advogado da família de Cauã, Evandro Dias Joaquim, também ingressou com medida cautelar contra a empresa para exigir que ela apresente documentos sobre a ocorrência que possam comprovar a falha.

Suspeito de ter provocado um curto-circuito e o rompimento no cabo de alta tensão ao tentar desenroscar uma linha de uma pipa, Sílvio Teixeira da Silva, 20 anos, foi indiciado criminalmente por tentativa de homicídio com dolo eventual. Ele permaneceu preso por cinco dias, mas responderá ao processo em liberdade.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da CPFL informou que aguarda ser notificada oficialmente sobre o encerramento do inquérito para se manifestar sobre o assunto.

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