Internacional

Oposição republicana e Barack Obama tentam evitar o calote

Folhapress
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Naufragou no início da noite de ontem a tentativa de acordo entre a oposição no Congresso dos EUA e o presidente Barack Obama para subir provisoriamente o teto da dívida do país, a fim de evitar um calote de efeito global.

A negociações por uma solução, porém, prosseguiriam na noite de ontem. Até a conclusão desta edição, não houve avanços. Na próxima quinta, vence oficialmente a autorização de emergência para o governo continuar tomando empréstimos. Segundo o secretário do Tesouro, Jacob Lew, os cofres, até lá, estarão vazios. Na véspera, vencem US$ 12 bilhões em pagamentos da Previdência Social, e seis dias depois, mais US$ 12 bilhões.

Mas o problema maior viria no último dia do mês, quando expira o prazo para pagar US$ 6 bilhões de juros da dívida e vencem US$ 61 bilhões em títulos do Tesouro.

Os juros cobrados sobre esses papéis vêm subindo desde o início da crise. A falha em quitá-los ou rolá-los - o que fica mais difícil em um cenário de desconfiança - implicaria um calote de impacto nos mercados de câmbio e dívida globais. Nos últimos dias, líderes estrangeiros pressionaram os políticos americanos a fecharem um acordo, sob pena de jogar sua credibilidade na lama e os mercados financeiros em uma nova crise.

“(A China presta) muita atenção ao teto da dívida americana”, disse hoje o premiê chinês, Li Keqiang. A China é o maior credor externo dos EUA (tem 22,6% dos títulos em mãos estrangeiras), seguido de Japão (20,2%) e Brasil (4,6%).

Christine Lagarde, chefe do FMI, afirmou que “seis ou oito semanas de extensão no prazo seria bom, mas um prazo maior seria ainda melhor”.

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