Quioshi Goto |
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Bianchini explica que, nesses casos, podem ser realizadas novas diligências e oitivas |
Mais um caso de violência sexual chegou à polícia de Bauru. Um homem foi preso acusado de estuprar a própria filha. A vítima, que possui apenas 11 anos, teria relatado o abuso para sua mãe e foi a esposa do acusado quem fez a denúncia para a Polícia Militar (PM). O homem foi preso, e as investigações continuam.
O estupro teria ocorrido no início da tarde desta quarta-feira (16). Segundo informações da polícia, as denunciantes relataram que o pai da garota, um homem de 45 anos, teria acariciado a genitália da menina após ela sair do banho. O pai teria dito que queria se certificar da virgindade da garota.
Assim que teve uma oportunidade, a criança relatou o fato à mãe. A mulher começou a questionar o marido, entretanto, de acordo com os policiais, ele teria começado a recolher sues pertences para deixar o imóvel. Sobre a denúncia, o homem teria dado uma série de respostas evasivas.
Logo após a partida do acusado, a esposa entrou em contato com a PM. O homem foi localizado próximo à residência da família.
Conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ), o pai da criança recebeu voz de prisão em flagrante pelo delegado plantonista. O homem teria usado seu direito de falar apenas em Juízo.
Ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru), onde ficam presos acusados de crimes sexuais.
Os nomes dos envolvidos, bem como qualquer outra informação que possa levar à identificação da criança, foram preservados pela reportagem em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Investigações
A Polícia Civil segue as investigações sobre o caso. Como o plantonista entendeu pelo flagrante do homem, ele ficará preso e o Judiciário pode pedir a prisão preventiva ou o relaxamento da reclusão.
“Nesses casos, os próximos passos das apurações são aguardar os resultados de laudos e, se necessário, realizar outras diligências. Também podem ser feitas novas oitivas para apurar melhor as denúncias”, esclarece a delegada Priscila Bianchini, titular da Delegacia de Defesa da Mulher da Central de Polícia Judiciária (DDM/CPJ).
