Entrelinhas

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Da Redação
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? 16 consultas

O grito revoltado de médicos das unidades básicas de saúde contra a futura implantação do ponto eletrônico trouxe à tona a revelação de que esses profissionais, em sua maioria, não cumprem a jornada de quatro horas diárias relativa ao salário que recebem da Prefeitura de Bauru. Representantes da categoria reconhecem o desrespeito com o argumento de que os profissionais estão escassos no mercado e ainda alegam que limitar a jornada a 16 consultas por dia está de bom tamanho.


? Inadmissível!

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) confirma o cenário e demonstra não saber bem o que fazer diante dessa prática. Além de imoral, as ausências configuram violação das leis trabalhistas e dos princípios do serviço público. Se os médicos acham que o salário é baixo, que peçam demissão. Mas não deixem na mão milhares de pacientes que esperam pelo atendimento.


? ?Muito técnico?

O prefeito questionou ontem um trecho do depoimento do ex-secretário Rodrigo Said à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Said disse que o prefeito sabia da segunda avaliação da área do empreendimento Spazio Verde Comendador. Mas o prefeito diz que apenas remeteu o processo ao setor jurídico, que devolveu seu parecer diretamente à Seplan. "É algo muito técnico para ficar sob a responsabilidade de um prefeito".


? Do servidor

Ainda repercutindo a reunião de anteontem da comissão, o secretário do Planejamento, Paulo Ferrari, instaurou processo administrativo que vai apurar, por meio da Corregedoria da Prefeitura de Bauru, as denúncias do desenhista James Rufino Rodrigues, lotado na Seplan, que, questionado por vereadores, concordou com as alegações do pecuarista José Mobaid acerca da existência de uma quadrilha na pasta. Sua opinião foi embasada no suposto tratamento diferenciado para avaliação de processos da mesma natureza para a aprovação de projetos de regularização de imóveis.


? Consulta

Ferrari também enviou ontem ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) as correspondências sobre regularização de imóveis distribuídas pela empresa da ex-engenheira da Seplan Tânia Kamimura. Ele quer que o órgão apure se houve abusos e desrespeito à ética profissional em função do texto das cartas, que julga malicioso por dar a entender que se tratava de notificações da prefeitura. Escritórios de advocacia, por exemplo, sequer podem panfletar.


? Explicações

Tânia foi ontem à Comissão de Economia e Finanças e deu aos vereadores as mesmas explicações que deu ao JC sobre a atuação de suas empresas na prestação de serviços para a regularização de imóveis. Do ponto de vista público, o problema estaria em eventuais informações privilegiadas sobre o cadastro imobiliário do município. A engenheira negou a prática aos vereadores e alegou que utiliza os endereços de lista telefônica, o que justificaria, inclusive, o alto índice de retorno de correspondências.


? Correios

A respeito da nota publicada na coluna da edição de quarta-feira, o diretor regional dos Correios - São Paulo Interior, Joseph de Faro Valença, esclarece que não existe qualquer movimentação do órgão no sentido de transferência, no todo ou em parte, da diretoria regional alocada em Bauru para São José do Rio Preto ou qualquer outra cidade. Ainda bem!


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