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Padrasto de menino desaparecido diz ser inocente

Folhapress
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Padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, 3, desaparecido desde a última terça-feira em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), Guilherme Raimo Longo disse saber que é suspeito do sumiço do garoto, mas que quer provar sua inocência.


Ontem, um cão farejador da PM (Polícia Militar) foi usado na investigação do desaparecimento do menino.


Segundo o sargento Ary Gavazzi Junior, supervisor do canil da PM de Ribeirão, roupas do garoto foram dadas para o animal cheirar. Em seguida, ele começou a percorrer o trecho de cerca de 200 metros entre a casa da família, no Jardim Independência, e um córrego.


Depois, o procedimento foi repetido com roupas do padrasto do menino. O animal fez o mesmo trajeto percorrido após cheirar as roupas de Joaquim.


O teste foi feito também com roupas da mãe do garoto, Natália Mingoni Ponte, mas o cão não repetiu o percurso.


Para Longo, o fato de o animal ter indicado que ele e o menino fizeram o mesmo percurso não o incrimina.


"Ele [Joaquim] gostava do córrego, esse é o caminho que a gente fazia sempre", disse ele hoje ao chegar à DIG (Delegacia de Investigações Gerais).


De acordo com o padrasto, são dois os seus objetivos: encontrar o garoto e provar que é inocente.


"Sei que todas as suspeitas estão voltadas para a gente, mas estamos desesperados em busca de prova. Não para livrar nossa barra, mas para encontrar o menino", disse.


Ontem, ele e a mulher, Natália, foram liberados na delegacia após a Polícia Civil não ter recebido resposta da Justiça sobre um pedido de prisão temporária feito pelo delegado Paulo Henrique Martins de Castro.


O delegado afirmou, na manhã de hoje, que ainda não há resposta do pedido judicial.

 

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