Pais de alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Gasparzinho se uniram em protesto, na tarde de ontem, para reivindicar da prefeitura uma solução quanto ao fechamento da unidade no Jardim Redentor.
A Emei funciona em um prédio pertencente à Associação Creche Berçário Rodrigues de Abreu, que solicitou a devolução do imóvel para a ampliação das atividades prestadas na região.
A previsão é que o fechamento ocorra no início de dezembro, quando a Emei passará a funcionar na rua Marcondes Salgado, no Centro, ao lado da sede do Corpo de Bombeiros. Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que as crianças atendidas pela Emei poderão permanecer na creche Rodrigues de Abreu, não havendo necessidade de transferência.
Mas os pais se dizem preocupados quando à impossibilidade de a entidade manter todos os alunos. Moradora do Jardim Redentor, Ellen Ribeiro, 38 anos, comenta que a Emei funciona no limite de sua capacidade porque atende crianças de outros bairros, como Jardim Carolina, Tangarás, Núcleo José Regino, Ferradura Mirim e até do Núcleo Octávio Rasi.
“Já há falta de vagas e a creche Rodrigues de Abreu tem os alunos dela, que são filhos de trabalhadores do Distrito Industrial. Ela é mantida pelas fábricas para essa finalidade”, comenta.
Outra mudança que não agrada aos pais é o fato de a creche, embora conveniada com a prefeitura, não garantir o fornecimento gratuito de material didático e uniforme às crianças, como ocorre na Emei.
“O que a gente quer é uma solução por parte da prefeitura. O que não dá é para esta região toda ficar desassistida, sem uma escola municipal para as crianças”, lamenta.
Nova Emei
Em contato com a reportagem após o protesto, a titular da Secretaria Municipal de Educação, Vera Caserio, destacou que uma nova Emei será inaugurada na Vila Tecnológica até o final do ano e que esta será mais uma opção aos pais dos alunos da Gasparzinho.
“Eles poderão escolher o que for mais conveniente: poderão deixar seus filhos na creche Rodrigues de Abreu ou matriculá-los em outra Emei de sua preferência. Nenhuma criança ficará fora da escola e ninguém será prejudicado”, garante.