O cenário dentro da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) é de completa destruição após a reintegração de posse ocorrida na manhã de ontem. De acordo com a assessoria da USP, funcionários fariam ontem um levantamento sobre o prejuízo, que ainda não pode ser calculado. O prédio foi ocupado pelos estudantes no dia 1 de outubro e a reintegração de posse ocorreu de forma pacífica. A ação da PM durou cerca de 40 minutos já que os estudantes não resistiram e saíram por conta própria do local.
De acordo com a USP, vários equipamentos, como computadores, mesas e cadeiras, sumiram. Há vários paredes e objetos pichados e salas que estão completamente vazias. Para a USP, a destruição ocorrida foi pior do que a que aconteceu na invasão da reitoria ocorrida em 2011. Naquela ocasião, estudantes que haviam invadido o prédio foram retirados pela Tropa de Choque e acomodados em três ônibus da PM e levados para a delegacia.
Segundo os estudantes, dois alunos foram detidos pela PM e levados para a delegacia. A PM nega que tenha detido estudantes durante a reintegração.
Os estudantes contestam a versão da universidade e dizem que a danificação do prédio e o furto de equipamentos só pode ser comprovado com uma vistoria comum com os dois lados participando.
A diretora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Arielli Tavares, 23 anos, disse que o movimento sempre foi contra danificar o patrimônio, mas o que ocorreu na reitoria foi por conta da USP deixarem os estudantes sem água e luz no prédio nos primeiros dias da ocupação e por demorar para negociar com os estudantes.
Uma das principais reivindicações dos estudantes é escolher os próximos reitores por meio de eleições diretas.