O projeto do sr. vereador Paulo Eduardo de Souza, que visa oferecer a adolescentes os métodos contraceptivos disponíveis e considerados seguros, embora pareça lógico e bom para a sociedade, traz consigo certo grau de cinismo que é compartilhado pela sociedade e, principalmente, pela mídia em geral.
Com dinheiro e apoio do poder público o que se quer é continuar a estimular a promiscuidade, dando-se ao adolescente apenas a segurança de que pode continuar a fazer que faz, desde que não traga mais problemas sociais - uma gravidez indesejada (para eles e para nós).
Por um lado se defende a "liberdade", produzindo estímulos em massa para que, cada vez mais cedo, a criança tenha sua iniciação sexual. Por outro lado, correm a fazer campanhas (com dinheiro público, diga-se) para conter essa onda. Cinismo geral. Querem a promiscuidade e a safadeza liberalizada sob pretexto de liberdade de escolha pessoal, mas não querem os frutos disso. Exemplo disso é que o governo investe milhões para combater ou tratar a aids, enquanto principalmente as TVs invadem os lares com o lixo que a estimula.
No entanto, a raiz do problema é algo mais profundo - é moral e também é espiritual. Temos nos afastado de Deus e, por sofismas como esse que produziu tal projeto, apoiamos e concordamos com a degradação moral cada vez maior de nossa sociedade. E uma vez longe de Deus, seguindo nossos próprios caminhos. Vez por outra - para reafirmar nossas posições - hipocritamente questionamos Deus: "Por que o menino Joaquim foi morto aos 3 anos de idade?", ou, "por que Deus permitiu aquele bandido praticar aquele estupro?", ou, "por que tanta gente morrendo de aids, ou fruto de violência doméstica?", ou, "por que tanto crime de pedofilia?" (Aliás, no andar dessa carruagem, logo logo pedofilia será aceita como opção sexual e não como crime que deveria ser considerado hediondo) etc.
Ao apoiarmos iniciativas como essa, do sr. Paulo Eduardo, estamos dizendo para Deus: "Queremos resolver as coisas à nossa maneira, saia da nossa vida - não queremos tratar a raiz moral e espiritual do problema, queremos apenas mascarar para aliviar nossa consciência". Não sou contra que se cuide das nossas crianças e adolescentes, muitíssimo pelo contrário. Cuidar é uma coisa, apoiar pelo simples oferecimento de contraceptivos é outra bem diferente.
Mas lembre-se: "de Deus não se zomba, pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gálatas 6:7). E nossa sociedade já tem colhido muitos frutos ruins por esse tipo de comportamento. Estou à disposição para contribuir para a busca de solução para o tema, mas por caminho que seja ético, moral e, principalmente, que não exclua Deus.
O autor, Edson Valentim de Freitas Filho, é pastor da Igreja Batista Bereana, vice-presidente do Conselho de Pastores Evangélicos Professor de Teologia e Ética Cristã