O que era para ser uma simples ação promocional para marcar o último dia de funcionamento do Maxxi Atacadista, após três anos e sete meses de atuação em Bauru, acabou se transformando em uma “chuva” de chinelos, na tarde desta quarta-feira (13).
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Divulgação/Robinson de Oliveira |
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A promoção causou um tumulto dentro do hipermercado |
A promoção de Havaianas causou um verdadeiro tumulto dentro do hipermercado. Consumidores “escalaram” as caixas para conseguir comprar um par de chinelos de borracha, vendido a partir de R$1,60, sendo que o preço normal varia entre R$ 15,00 e R$ 20,00.
O design gráfico, Robinson de Oliveira, muito mais que presenciar a cena, gravou a ação e divulgou nas redes sociais, o que gerou diversos compartilhamentos.
Em um vídeo de 2 minutos e 7 segundos, o que se vê são dois homens arremessando caixas de cima das prateleiras e os clientes disputando as mercadorias, jogando-se no chão e gritando. Ao fundo, as pessoas diziam: “Olá, eu sou o Sílvio Santos!”, fazendo alusão à cena clássica do apresentador de TV, quando ele pergunta: “Quem quer dinheiro?” (veja o vídeo abaixo)
“Eu fui lá para aproveitar as promoções, mas estava tanta confusão, que acabei vindo embora sem comprar nada”, declarou o design.
Ele ainda ressalta que a confusão teria começado logo na sua chegada, por volta da 13h, e durado cerca de 30 minutos, mas inibiu muitos consumidores, que se assustaram com a atitude de parte dos clientes.
De acordo com a professora Silmara Oliveira, que estava no local na hora do tumulto, havia cerca de 50 a 60 pessoas disputando as mercadorias. “Tive medo de ficar perto porque foi uma loucura e estava com minhas filhas, que são pequenas, por isso, nem me aproximei, acompanhei tudo de longe”.
O encarregado de setor do Maxxi Atacadista, Samuel Antônio, explicou que os consumidores começaram a abrir caixas que não estariam à venda. Assim que o estoque em exposição acabou, eles teriam começado a subir nas prateleiras e a abrir as caixas. Depois, para contornar a situação, os funcionários interviram e autorizaram a venda das caixas.
A partir desta quinta-feira (14), o supermercado, que atuava como atacarejo (mesclando venda no atacado e varejo) e pertence ao Grupo Walmart, encerra suas atividades em Bauru. A previsão é que, até o final deste ano, 24 lojas das bandeiras utilizadas pela empresa sejam fechadas, atingindo 18 Estados brasileiros. Por telefone, a assessoria de imprensa da empresa confirmou o ocorrido, mas ressaltou que foi apenas um princípio de tumulto que rapidamente foi controlado.
Veja vídeo:
