Cultura

Sustos e risos


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Fotos/Reprodução Internet

Continuação de “Sobrenatural” volta ao primeiro filme para explicá-lo

Para rir, mas também se arrepiar. É o que prometem as duas estreias dos cinemas bauruenses, que entram em cartaz hoje: o terror “Sobrenatural: Capítulo 2” e a comédia “Pedalando com Molière”. (Confira aqui a programação das salas de cinema)

Há uma qualidade curiosa no segundo capítulo da franquia “Sobrenatural” (o terceiro já foi anunciado): mais do que uma simples continuação, “Sobrenatural: Capítulo 2” volta ao primeiro filme, de 2010, para explicá-lo. O que faz sentido, já que a dupla formada pelo diretor James Wan e o roteirista Leigh Whannell (responsáveis por “Jogos Mortais”) deixou uma série de dúvidas na produção anterior.

Basicamente, Wan e Whannell criaram uma trama de suspense sobre um fenômeno chamado de “projeção astral”, em que supostamente o espírito de uma pessoa transcende o corpo e viaja para outras dimensões. No mirabolante roteiro, porém, como o corpo no plano físico está “vago”, já que a alma do proprietário perambula pelo desconhecido, outro espírito pode se esgueirar para dentro. Uma espécie de possessão.

Daí a necessidade de conhecer o primeiro longa, quando o espectador entende o que está por trás do suplício da família Lambert, assombrada por fantasmas: tanto o pai, Josh (Patrick Wilson), quanto o filho mais velho, Dalton (Ty Simpkins), possuem o dom da projeção. O garoto, no entanto, é sequestrado no além por um demônio e Josh deve trazê-lo de volta antes que o vilão consiga entrar em seu corpo inerte.

Josh consegue salvar seu filho, mas não a si próprio. Seu corpo passa a ser possuído por uma idosa com ar de bruxa, cujo primeiro ato é matar a médium Elise (Lin Shaye), que assiste aos Lambert nesse momento. O suspense gerado no fim da projeção dá início a este segundo capítulo.


Narrativas paralelas

Após um prelúdio sobre a infância de Josh (assombrada pela tal senhora), o filme começa com o depoimento de Renai Lambert (Rose Byrne), esposa de Josh, na delegacia. Quem matou Elise? Embora ela suspeite de seu marido, agora incorporado por outra pessoa, não há como provar que foi ele.

A trama então ganha duas narrativas paralelas. A primeira é do conflito familiar, causado pela possessão e por outros fantasmas na casa, em especial a de uma mulher que fala para Josh/idosa matar a todos. A segunda é o da mãe de Josh, Lorraine (Barbara Hershey), que, com a ajuda do médium Carl (Steve Coulter) e dos assistentes trapalhões (um deles, interpretado pelo próprio Leigh Whannell) da falecida Elise, decidem investigar quem realmente está no lugar de seu filho.

Quando as duas narrativas se encontram, uma terceira aparece para o desfecho, exclusivamente passada no além. Nela, o espectador irá entender o que aconteceu com a alma de Josh e reencontrará Elise.


 

Longa reúne Fabrice Luchini (esq.) e Lambert Wilson (dir., ator que fez o personagem Merovíngio, em Matrix)

‘Guerra’ entre atores

A comédia “Pedalando com Molière” mostra uma verdadeira “guerra” entre dois atores. No auge de sua carreira de ator e cansado dela, Serge Tanneur (Fabrice Luchini) decide aposentar-se e se isolar em uma pequena ilha paradisíaca. Sua paz é interrompida com a chegada de Gauthier Valence (Lambert Wilson, o Merovíngio, de Matrix), um famoso ator de tv que o convida para em uma adaptação de O Misantropo, de Molière. Serge recusa a proposta inicialmente, mas aceita ensaiar durante cinco dias com o outro ator antes de dar sua decisão final. É aí que começa um jogo de manipulação e poder entre dois grandes atores.

 

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