Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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DISCORDO DO BOM SENSO FC

O Bom Senso FC está ganhando espaço cada vez mais junto à mídia e ao governo federal. Sou fã de Aldo Rebello, mas o ministro do Esporte parece iludido pelo movimento elitista. Uma minoria, pois conta só com 3% dos atletas profissionais, mas que só faz exigências aos clubes. O movimento exige salários e férias em dia, mais tempo para a pré-temporada, controle nos clubes... Seria um bom senso de verdade se essa boleirada sugerisse ordenado padrão. Claro que não querem isso. Muitos times ou quase todos do País, estão numa draga, e um dos motivos é o pagamento de salários astronômicos. D?Alessandro, por exemplo, ganha R$ 700 mil mensais no Internacional. O tal Bom Senso FC fala tanto na diminuição do número de jogos, mas se isso acontecer, vai diminuir as receitas dos clubes, e os altos salários teriam que ser reduzidos. Certos jogadores precisam entender que não tem como o calendário não ser apertado. O de 2014 ainda mais, por razões óbvias. Mas após a Copa do Mundo, os boleiros terão 40 dias de férias. Vão devolver algum centavo por conta dos dias parado? Sinceramente, não vejo nenhum sentido esse movimento ser chamado de Bom Senso, porque é só o "venha a nós" e nenhuma obrigação e deveres.


LONGE DEMAIS

Como era esperado, a Ponte Preta chegou a inédita final da Copa Sul-Americana e fez a festa no Mogistoso ? uma mistura de Mogi com Majestoso, o estádio da Macaca. Agora só faltam dois passos - os jogos contra Lanús ou Libertad ? para a Ponte conquistar seu primeiro título internacional e realizar um sonho de 113 anos. Muricy Ramalho mandou bem na coletiva, ao afirmar que o São Paulo fez até mais do que o esperado ao chegar à decisão. Tendo em vista a temporada conturbada que enfrentou, ficando várias rodadas na zona de rebaixamento do Brasileiro, o Tricolor foi longe demais. O time montado para 2013, é o mais fraco dos últimos anos. O São Paulo não perdeu o título com o empate de anteontem, e sim na derrota de 3 a 1 no Morumbi.


BRILHANTE TRI

Com o empate de 0 a 0, o Flamengo já seria o campeão da Copa do Brasil, mas a vitória sobre o Atlético Paranaense coroou uma campanha brilhante, que voltou a colocar o Rubro-Negro na Libertadores. Os gols foram justamente das duas maiores estrelas do time ? Elias e Brocador. O Mengão conquistou o tri ? os outros títulos foram em 1990 e 2006 ? merecidamente.


PERTO DA ELITE

Vencendo o Osasco em jogo de cinco sets, com duas horas e 40 de duração, o Preve/Concilig ficou perto da elite do vôlei feminino paulista. Se vencer a segunda partida da decisão, amanhã à noite na Panela, conquista o Campeonato Estadual da Primeira Divisão, e vai para a Especial.


VACILÃO

Hoje, contra o Boca Juniors, o Paschoalotto/Bauru tenta a medalha de bronze na Liga Sul-Americana de Basquete. Poderia estar decidindo o título se não tivesse perdido para o Aguada, um jogo praticamente ganho. Os bauruenses venciam por 20 pontos de diferença, mas vacilaram muito nos dois últimos quartos e caíram diante dos uruguaios.

PERSONAGEM

Lembramos que presidente de clube não falha nas jogadas defensivas, ofensivas, e não bate pênalti. Com Caio Coube na presidência, o Noroeste quase subiu para a elite do futebol brasileiro duas vezes. Em 1991, o time tinha grandes jogadores - Ronaldo Marques, Márcio Rossini e Gilberto Costa, entre outros ? e só precisava empatar em 0 a 0 com o Guarani, mas perdeu de 2 a 0. Bugre e Paysandu foram promovidos. No Brasileiro da Série B de 1992, a história se repetiu: empate com o União São João classificava o Norusca para a Série A, mas a equipe de Araras, com Eder e Roberto Carlos, venceu por 2 a 0 e ficou com a vaga. Caio é um esportista nato. E vitorioso. Ex-jogador de basquete, foi presidente do Tilibra-Copimax, campeão estadual de 1999, e nacional de 2002.


MEMÓRIA

Campeonato Brasileiro da Série B de 1991: Noroeste 2 x 1 América-MG, em Bauru, gols de Gilberto Costa e Isaac (contra). Palhinha fez o gol dos mineiros. Árbitro: Cláudio Garcia. Público pagante: 2.006. Noroeste: Hélio; Marcos Coco, Campagnollo, Modesto e Ari Bazão; Vadinho, Gilberto Costa e Baiano; Claudinho (Charles), Ronaldo Marques e Marquinhos Yamamoto (Fenê). Técnico: Basílio. América-MG: João Leite; Herbert, Isaac, Ari e Ronaldo Luís; Ananias, Luís Carlos Mineiro (Euller) e Anderson (Helinho); Marcinho, Palhinha e Celinho. Técnico: Procópio.


CURIOSIDADE

Após a Série B de 1991, Palhinha e Ronaldo Luís foram para o São Paulo, bicampeão da Libertadores de 92 e 93. Em 94, o Tricolor contratou outro do América-MG: Euller, Filho do Vento.


AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço Ricardo Canela, atacante do Ajax, time que sofreu só uma derrota na temporada e ficou fora da luta pelo título do amadorzão.

SAUDADE

"Nilton Santos"?! O prof. Sinuhe ficou admirado ao saber que meus três maiores craques do futebol brasileiro foram Pelé, Garrincha e Nilton Santos, com Ademir da Guia, Rivellino e Gérson no segundo pelotão. Basta dizer que em 2000, a Fifa elegeu Nilton Santos o melhor lateral-esquerdo do mundo no século XX. Ele disputou quatro Copas do Mundo e só não foi titular em 1950. Foi o destaque do Brasil em 1954, na Suíça, e bicampeão em 1958 e 1962. Em toda carreira, o inesquecível Nilton Santos só jogou em um clube, o Botafogo (18 anos) além da Seleção.

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