Internacional

Repressão a ato pró-União Europeia na Ucrânia termina em violência

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Terminou em violência uma operação feita pela polícia de Kiev na madrugada de ontem para dispersar um protesto contra a decisão do governo da Ucrânia de, por pressão da Rússia, não assinar um acordo comercial com a União Europeia (UE).


Dezenas de pessoas ficaram feridas. Outras dezenas foram presas.


Segundo testemunhas, a operação visava cerca de mil jovens que permaneciam na Praça da Independência, no centro de Kiev.


Horas antes, milhares de manifestantes da oposição tinham formado uma corrente humana para unir a Ucrânia à Europa.


Segundo o deputado e ex-jogador de futebol, Andriy Shevchenko, os jovens “foram agredidos com cassetetes, arrastados pelo chão e agredidos nas pernas, e pelo menos uns 30 foram levados para hospitais”. “Limparam a praça de forma selvagem. Há dezenas de feridos. Dezenas de detidos. Isto nunca tinha sido visto na Ucrânia”, afirmou Shevchenko via Twitter.


O embaixador dos Estados Unidos na Ucrânia, Geoffrey Pyatt, não tardou em criticar, também no Twitter, o uso da violência contra manifestantes pacíficos.


Ontem, a praça permanece tomada pelas forças de segurança, que retiram os cartazes e os restos das fogueiras com as quais os jovens se aqueciam.


Anteontem, a Ucrânia confirmou que não assinaria um Acordo de Associação com a UE. O documento selaria a aproximação do país com o Ocidente, mas acabou dispensado graças à pressão de Moscou. Desde 21 de novembro, os ucranianos vão às ruas de Kiev com frequência para protestar contra a decisão.


Os líderes da oposição ucraniana, que é pró-UE, exigem a renúncia do presidente.


 

Comentários

Comentários