Internacional

Cerca de 30 mil vão às ruas dar ultimato à primeira-ministra

Folhapress
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Cerca de 30 mil manifestantes foram às ruas de Bancoc, neste domingo (1), participar do que chamaram de "golpe do povo". Eles se concentraram em torno de mais prédios públicos e emissoras de TV para pedir a renúncia da premiê Yingluck Shinawatra.

Em uma das ações, a premiê teve de fugir do edifício da emissora estatal Thai PBS, no qual daria uma entrevista a jornalistas.

Nas ruas, houve confrontos violentos. Em diversos pontos da capital, a polícia disparou gás lacrimogêneo contra manifestantes, que responderam com pedras e coquetéis molotov.

Durante a noite, episódios de tiroteios e brigas de faca resultaram nas mortes de ao menos três pessoas. Outras mais de 50 ficaram feridas.

Diante do caos, neste domingo, os famosos shopping centers da cidade fecharam suas portas, e o governo pediu para que os moradores de Bancoc evitem sair de casa das 22h às 5h desta segunda.

Os protestos antigoverno começaram há semanas, mas se intensificaram nos últimos oito dias. No domingo passado, a estimativa foi a de que 100 mil pessoas participaram dos atos.

O estopim foi uma lei de anistiarevolta da oposição especialmente redigida, segundo os manifestantes, para permitir a volta do irmão de Yingluck e evitar que ele cumpra dois anos de prisão por fraude financeira.

Os manifestantes, chamados "camisas amarelas", acusam a premiê Yingluck de governar em nome de seu irmão, o bilionário ex-premiê Thaksin Shinawatra, que foi derrubado pelos militares em um golpe, em 2006.

Os simpatizantes dos dois irmãos, chamados "camisas vermelhas", também realizam manifestações de apoio, principalmente em um estádio da capital.

O ex-vice-primeiro-ministro e líder do movimento, Suthep Thaugsuban, disse que se encontrou com a primeira-ministra, Yingluck Shinawatra, e que deu a ela um ultimato de dois dias para "devolver o poder ao povo".

"Eu falei a Yingluck que essa seria a última vez que eu a veria até que o poder fosse entregue ao povo", disse Suthep, segundo a BBC. De acordo com Suthep, não houve acordo. O encontro aconteceu em um local secreto e na presença de comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.


Thaksin pediu exílio a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e mora lá há três anos.


 

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