O Ministério Público requisitou na tarde desta terça-feira (3) que o Metrô de São Paulo suspenda a execução de dez contratos de modernização de 98 trens das linhas 1-azul e 3-vermelha, que somam R$ 2,5 bilhões, com a alegação de que há indícios de superfaturamento, além de outras irregularidades.
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MP pede a suspensão de dez contratos de modernização do Metrô - SP |
Os contratos foram firmados entre 2008 e 2010 e incluem empresas que são investigadas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em razão da suspeita de cartel, como Siemens, Alstom e Bombardier. Segundo o promotor Mauricio Milani, os preços pagos por trens reformados são superiores ao custo de um trem novo, o que seria injustificável.
Milani afirmou ainda que a decisão do Metrô de reformar os trens foi danosa, porque seria mais vantajoso adquirir uma frota nova.
"Esses contratos todos têm vícios, ilegalidades. É um prejuízo absurdo para os cofres públicos", disse. O Metrô tem 30 dias para responder. Caso a resposta seja negativa, Milani pretende entrar na Justiça.
O Metrô ainda não se manifestou.
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