Sob um clima de muita tensão, o Fluminense entra em campo hoje para enfrentar o Bahia, às 17h (de Brasília), na Arena Fonte Nova, em Salvador, precisando vencer e ainda torcer por pelo menos dois resultados paralelos para se manter na primeira divisão do Campeonato Brasileiro no próximo ano. Durante a semana, o time treinou na Escola de Educação Física do Exército, na zona sul do Rio de Janeiro, para fugir de protestos de torcedores e hoje não irá abrir sua sede, nas Laranjeiras, a fim de evitar possíveis depredações em caso de rebaixamento.
Apesar da situação difícil na tabela de classificação, o técnico Dorival Júnior procurou demonstrar confiança. “Chegamos à última rodada em condições. Se você tem 13% de chance de saída, ainda é um fato considerável e temos que levar isso em conta até o último minuto”, afirmou.
Para a partida decisiva, o treinador espera poder contar com o volante Rafinha, que se recupera de lesão na coxa. Caso não tenha condições de atuar, a tendência é abrir mão de um jogador de meio de campo e armar o time com três atacantes. Dorival Júnior garante que a equipe está preparada para jogar com qualquer uma das formações.
Bahia
O Bahia joga com o apoio da torcida. Com ingressos esgotados, o time tricolor baiano, livre da possibilidade de queda, poderá, no entanto, determinar o rebaixamento da equipe carioca para a segunda divisão. Com dores no tornozelo, o volante Hélder é dúvida e dificilmente reunirá condições de enfrentar o rival tricolor carioca. Outro que preocupa é o zagueiro Lucas Fonseca. Recuperado de mais uma lesão muscular, retornou aos treinamentos no gramado nesta semana, mas por enquanto nada de contato com a bola - apenas exercício de recondicionamento físico.
Além disso, o atacante Walysson ainda não foi liberado para treinar com bola. No entanto, a equipe poderá contar com os retornos do volante Feijão e do centroavante Obina, que estavam suspensos.