O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, ofereceu na noite de ontem 50 milhões de pesos (R$ 59 mil) de recompensa para quem der informações sobre os responsáveis pelo atentado que matou oito pessoas e deixou mais de 20 feridos no sudoeste do país.
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Jaime Saldarriaga/Reuters |
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Atentado que matou oito pessoas e deixou mais de 20 feridos na Colômbia |
A ação, na madrugada de sábado (7), destruiu um prédio da polícia na cidade de Inzá, no departamento de Cauca. O governo atribuiu o ataque a um grupo das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que atua na região.
Em entrevista, Pinzón qualificou o atentado como "um ato de dementes e de barbárie". Ele também disse que Bogotá oferece 2 bilhões de pesos (R$ 2,35 milhões) por um guerrilheiro conhecido como "Pacho Chino", que lidera a sexta frente das Farc.
Já o presidente Juan Manuel Santos afirmou que o atentado pode complicar as negociações de paz entre as Farc e o governo. Para ele, a guerrilha busca pressionar o governo a aceitar um cessar-fogo, mas afirmou que não haverá trégua nos combates.
"Temos que continuar com a ofensiva, não dar a eles um minuto de descanso, não dar um minuto de trégua para que não tenham a capacidade de cometer atos como os que acabamos infortunadamente de ver esta manhã".
Farc dizem que atentado "está no contexto'' do conflito
A delegação das negociações de paz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmou hoje (8) que o atentado de ontem (7) a uma delegacia de polícia de Inzá, no sudoeste do país, faz parte do conflito armado com o governo colombiano.
Na madrugada, um grupo de guerrilheiros lançou bombas contra o posto policial, deixando oito mortos e 20 feridos, em sua maioria membros das forças de segurança. O presidente Juan Manuel Santos afirmou que a ação dificultará o diálogo com a guerrilha, mas descartou qualquer intenção de cessar-fogo.
Em entrevista na véspera da retomada das negociações em Havana, Jesús Emilio Carvajino, conhecido como Andrés Paris, definiu a ação das Farc como um "assalto a uma fortificação militar-policial localizada dentro de um povoado, algo proibido pelo direito internacional humanitário".
"Esse fato é uma ação que faz parte da confrontação que acontece no nosso país. Nós denunciamos de forma reiterada como a população civil é usada como escudo", disse o negociador, criticando a polícia colombiana, a que considerou "um elo importantíssimo da guerra na Colômbia".
O atentado matou cinco militares, um policial e três civis, segundo o governo colombiano. Na noite de ontem, o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, ofereceu uma recompensa de 50 milhões de pesos (R$ 59 mil) para quem der informações que levem aos responsáveis pelo ataque.
Em entrevista, Pinzón qualificou o atentado como "um ato de dementes e de barbárie". Ele também disse que Bogotá oferece 2 bilhões de pesos (R$ 2,35 milhões) para um guerrilheiro conhecido como "Pacho Chino", que lidera a sexta frente das Farc.
O governo e as Farc negociam há mais de um ano em Cuba um acordo de paz. Apesar de o grupo ter tentado fazer um cessar-fogo unilateral no ano passado, o governo se negou a terminar os combates durante os diálogos com os guerrilheiros.
