A defesa do delator do mensalão, Roberto Jefferson, enviou ao Superiro Tribunal Federal (STF) um documento dizendo que, apesar do laudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) dizer que não é imprescindível o tratamento domiciliar, ele não pode ser mandado à prisão porque depende de uma dieta rígida para a manutenção de sua saúde.
De acordo com o documento, apesar de não haver sinais de que ele está com câncer no momento, Jefferson tem diabetes, hipertensão arterial e histórico de obesidade mórbida, o que, ainda de acordo com o material enviado ao STF, o levou a desenvolver uma deficiência nutricional crônica e anemia.
Por isso, sua defesa diz que ele precisa seguir à risca uma dieta que contenha itens como geleia real, omeletes de claras, salmão defumado, pães integrais, queijo branco, proteína do soro do leite e frutas com canela e mel, entre outros itens.
Além disso, seu advogado destaca que as condições de higiene do presídio também poderiam aumentar "intercorrências inflamatórias", o que abreviaria seu tempo de sobrevida.
Como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou que seja feita uma inspeção no presídio para descobrir se Jefferson, devido a seus problemas de saúde, teria condições de ficar encarcerado, a defesa pediu que o documento enviado ao STF também seja encaminhado à equipe que avaliará o estabelecimento prisional.
Após Janot produzir seu parecer sobre o pedido de prisão domiciliar, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, tomará uma decisão sobre o local onde Jefferson deverá cumprir sua pena.