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Famesp intervém para que os seus funcionários não fiquem no prejuízo


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Em reunião realizada ontem entre dirigentes da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) e a advogada Marinês Ramos, gestora de contratos da Bônus, a empresa admitiu que as clonagens de seus cartões está ocorrendo em todo o País, com altos prejuízos à empresa e a seus associados. A representante da empresa reconheceu também que o sistema de segurança é frágil e propôs como primeiro passo para a solução do problema a troca de todas as senhas.

O JC publicou reportagem ontem em que ao menos 225 funcionários vinculados à Famesp estão sem poder fazer compras com vale-alimentação porque os saldos estão zerados.

Questionada sobre a data em que os ressarcimentos serão realizados, a advogada disse que isso dependerá de um planejamento da empresa e garantiu apenas que os prejuízos registrados em novembro poderão ser ressarcidos ainda em dezembro.

Sobre as clonagens de dezembro, a advogada não apresentou uma data para reembolso dos prejuízos. Diante da posição da empresa, a Famesp decidiu reter parcialmente valores do contrato da prestadora de serviços, a partir de acordo prévio e termo de anuência assinado pela Bônus, para garantir o pagamento do prejuízo de seus funcionários.

Pontualmente, ficou acertado e registrado em ata que a Bônus vai mudar a senha de todos os cartões de vale-alimentação dos funcionários e, logo após a mudança, os funcionários também serão orientados a registrar nova senha; a Famesp irá repassar para a Bônus uma listagem atualizada com o nome de todos os funcionários que informaram ter o cartão clonado; a Bônus, por sua vez, vai enviar uma listagem para a Famesp, confirmando o valor do saldo que havia em cada cartão clonado.

De posse desses valores, a Famesp vai gerar um pagamento para cada funcionário que recebeu o golpe e descontar do valor total da nota fiscal que será emitida à Bônus até 20 de dezembro, relativa aos créditos que caíram no último dia 5.

“No mês de janeiro, para segurança dos funcionários e resguardo da Famesp, o valor relativo ao vale alimentação será creditado em folha de pagamento e a Bônus terá seu valor de contrato com a Fundação retido até que possa garantir o pagamento do benefício com segurança”, concluiu a Famesp, em nota.

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