"Pera aí gente, arguma coisa está errada!", dizia o meu avô nos velhos tempos. E está mesmo! Leio neste jornal (sábado, 7/12, página 12) que um certo cidadão foi multado 18 vezes pelos azuizinhos. De duas, uma: ou este cidadão é realmente um péssimo motorista e merecia ser multado ou há alguma coisa estranha por parte dos azuizinhos.
Mas não é a esse o ponto que eu quero chegar. O suposto transgressor é um advogado, entendendo-se que não é bobo nem nada. Constituiu um seu colega para defendê-lo. A coisa foi parar na Justiça e uma determinada juíza concedeu uma liminar, determinando que as multas fossem suspensas. Agora a pergunta que não quer calar: "Como ficam todos aqueles outros que também foram multados pelos azuizinhos?". E se todos entrarem na Justiça reivindicando o montante das multas já pagas? Vou responder: vai para a primeira instância, segunda, terceira e o escambau! Depois, liminar daqui, liminar dali, enfim... de repente tudo engavetado e cai no esquecimento.
Por último, devo lembrar, e com saudades, quando víamos um guarda de trânsito da Polícia Militar descendo e subindo as ruas Primeiro, Batista e avenida. Exerciam com muita eficiência o serviço, também o policiamento ostensivo. Quando se envolviam com qualquer tipo de ocorrência, resolviam no local ou chamavam uma viatura... E lá vinha o velho Fusquinha (que na época não era velho), que encaminhava as partes para a autoridade policial.
Hoje, temos viaturas novas e potentes, mas ficam enferrujando no quartel por falta de motorista. Vejo a fala do senhor coronel Meira em Polícia Comunitária. Ele até concorda com a atividade delegada proposta pelo prefeito. Dá resultado, diz ele. Mas no fundo ele sabe que o policial vai se desgastar mais.
Tenho certeza que o que ele quer mesmo são salários mais dignos... e, consequentemente, não veríamos policiais morando em lugares desapropriados para o seu meio. Não veríamos policiais saindo para o trabalho preocupados com a família. Colocam a farda só no quartel, enfim, "escondem-se de serem policiais". Com todos esses cuidados, vemos na mídia alguns serem covardemente assassinados até pelas costas. Senhor coronel Meira: sua tarefa é árdua e sem fim. Entrará outro e enfrentará o mesmo problema. Que Deus o ilumine em todas as suas ações!
Luís Carlos Pasquarelo